quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Visita de S.A.R., o Senhor D. Duarte de Bragança ao Estado de Minas Gerais

Entrega de medalhas marca Dia de Minas em Mariana.

No dia 16 de Julho de 2008, o Governador Aécio Neves participou, às 11h, na cerimónia oficial do Dia do Estado de Minas Gerais. Neste dia, a capital de Minas Gerais foi transferida para Mariana, primeira cidade e primeira capital mineira. Durante o evento, que acontece na Praça Minas Gerais, realizou-se a entrega da Medalha do Dia de Minas Gerais.

Neste ano, a comenda foi entregue a 47 personalidades e instituições e entre os agraciados deste ano estava S.A.R., O Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança.

Durante a solenidade, O Duque de Bragança ofereceu ao Município de Mariana um quadro de Dona Maria Ana Josefa de Áustria, Mulher de Dom João V, e cujo nome deu origem ao nome da cidade. A obra é do século XIX. O quadro foi transferido para o Rio de Janeiro através de um navio e posteriormente levado a Mariana. Em 1998, durante a visita à cidade, Dom Duarte de Bragança havia assumido o compromisso de doar o quadro.
A solenidade de comemoração do Dia de Minas começou com a sinerata, quando os sinos das Igrejas de Mariana tocaram por 15 minutos em comemoração ao Dia de Minas Gerais.

Em seguida, o Governador passou revista à tropa da Polícia Militar e cumprimentou as autoridades que o aguardavam na Praça Minas Gerais. Além do presidente do Congresso Nacional, estavam presentes o Prefeito de Mariana, Celso Cota Neto, O Duque de Bragança, Dom Duarte, e os Secretários de Fazenda, Simão Cirineu, de Defesa Social, Maurício Campos Júnior, do Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Dilzon Melo, da Cultura, Eleonora Santa Rosa e da Juventude e Desporto, Gustavo Côrrea. Logo após os cumprimentos, o governador assinou o acto de transferência simbólica da capital do Estado para a cidade de Mariana, que no dia 16, completou 312 anos. A Medalha Comemorativa do Dia do Estado de Minas Gerais foi instituída por Decreto Municipal, em 1980.

Discurso do Governador:
Devo ao final, um agradecimento especial em nome de todos os mineiros das várias Minas, a Sua Alteza Real Dom Duarte de Bragança e a toda a sua família. Costumo dizer, Dom Duarte, que triste é aquele povo que não conhece a sua história porque ele, certamente, terá maiores dificuldades para construir o seu futuro. Sua Alteza, hoje, com extrema generosidade, em nome da Casa Real Portuguesa, nos entrega um retrato de Dona Maria Ana D’Austria. Quero dizer, neste instante, Sua Alteza Real, nos permite um reencontro com a nossa própria história. Não são apenas os mineiros de Mariana que levam o seu nome. São os mineiros de todas essas Minas Gerais, que se sentem hoje mais valorizados e, certamente, mais fiéis à belíssima construção que assistimos neste país para a contribuição dos portugueses.

Mariana. Em 16 de julho de 1696, bandeirantes paulistas encontraram ouro no ribeirão Nossa Senhora do Carmo. Às suas margens, nasceu o arraial de Nossa Senhora do Carmo, que logo se transformou em um dos principais fornecedores deste minério para Portugal e, pouco tempo depois, tornou-se a primeira vila criada na então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro. Lá foi estabelecida também a primeira capital. Em 1745, por ordem do rei D. João V, a região foi elevada à cidade e nomeada Mariana – uma homenagem à rainha Maria Ana D’Áustria, sua Mulher. Transformando-se no centro religioso do Estado, nesta mesma época a cidade passou a ser sede do primeiro bispado mineiro. Actualmente, Mariana guarda relíquias e casarios coloniais que contam parte da história do país. A cidade, integrante da Trilha dos Inconfidentes e do Circuito Estrada Real, foi tombada em 1945 como Monumento Nacional.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

"Não sabem História…" por Dom Vasco Teles da Gama

Em período de recessão e crise no mundo ocidental em que estamos geograficamente inseridos, seria desejável e normal que a população cerrasse fileiras com os seus dirigentes, com vista a superar as dificuldades e proporcionar aos vindouros um futuro mais promissor e sustentável. Vimos, porém, assistindo, pelo contrário, a uma agitação corporativa em que cada grupo reclama mais para si próprio, alheio ao rasto de miséria que as regalias que exigem possa provocar no orçamento dos restantes Portugueses.

Como é que a quase centenária república nos conduziu até este estado? Com a irresponsabilidade de uma classe política que, condicionada por ciclos eleitorais de quatro anos, os consome legislando furiosamente para "mostrar serviço", enquanto os governos passam dois anos em campanha eleitoral, procurando agradar a gregos e troianos em lugar de governar, tentando assegurar a continuidade no poder. Ficamos, assim privados de um programa de regeneração impossível de concretizar em prazos de dois anos. Dão-nos ainda o exemplo de despudorada promiscuidade, entrando para a administração de empresas que estiveram sob sua tutela, mal abandonam os cargos políticos. Deixaram alastrar a incompetência e a corrupção na administração pública, especialmente nas autarquias, de que é recente exemplo o que se passou em Lisboa, onde ardeu um prédio devoluto na Av. da Liberdade, com projecto de remodelação entregue na Câmara há dois anos.

O desígnio nacional que nos venderam como um futuro "Brasil" da adesão europeia trouxe-nos, porque em Bruxelas fomos escolhidos para consumidores de excedentes agrícolas de outros países, uma desastrosa política agrícola comum, que subsidia o pousio das nossas terras, forçando-nos agora a pagar mais pelo que comemos, em virtude do aumento dos combustíveis.
As alterações legislativas com o objectivo de reduzir despesas prisionais, traduzem-se na rua por um aumento da insegurança, com roubos por esticão, marcos de correio selados devido a assaltos, pilhagens à mão armada a estações de serviço e até a caixas de parques de estacionamento, ajustes de contas na rua e até brigas entre vizinhos resolvidas a tiro nas ruas, enquanto as forças da ordem, certamente a mando dos políticos, se afadigam a penalizar os únicos criminosos que compensam, multando automobilistas.

Para apresentação de melhores resultados estatísticos no sucesso escolar, o Ministério da Educação (que deve ser irónica alcunha), publica exames mais fáceis, indiferentes ao facto de terem entre mãos os nossos futuros dirigentes.

Enfim, paira pelo País um sentimento de profundo descrédito no regime, de que os políticos são, como foram já em 1910 e em 1926 os principais responsáveis e não temos uma instância superior que os discipline e nos congregue para, juntos, enfrentarmos as dificuldades. O Presidente, por muito honesto que seja, vive enredado no dilema de colaborar institucionalmente para ser reeleito com o apoio do governo, ou ver-se por este acusado de força de bloqueio e conluio com a oposição, ficando assim com uma muito reduzida margem de intervenção.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Rei de Tonga coroado em ritual sumptuoso

George Tupou V foi coroado Rei de Tonga na capital Nuku'alofa, naquela que foi a primeira coroação deste estado do Pacífico Sul em mais de 40 anos. O pai do novo Rei, Taufa'ahau Tupou IV, subiu ao trono em 1967 e morreu em 2006.

Depois de untado com óleo, foi-lhe posta a coroa de ouro real numa cerimónia cristã, realizada numa igreja com mais de 1000 convidados. Ao novo Rei foi pedido que reine com "sabedoria, justeza e verdade". Milhares de pessoas ladeavam as ruas que levavam à igreja, cantando à medida que o monarca se aproximava. A ocasião marca "a abertura de uma nova era no nosso caminho como nação" - uma era de reformas políticas e económicas e de aumento da prosperidade", disse aos convidados o Primeiro Ministro Fred Sevel.
Sentado num trono dourado na Igreja Centenary Free Wesleyan, George Tupou V foi "untado, abençoado e consagrado" pelo Arcebispo da Polinésia. Os convidados reais incluíam o Príncipe japonês Naruhito, a Princesa tailandesa Maha Chakri Sirindhorn e os britânicos Duque e Duquesa de Gloucester. Presente esteve também a Primeira Ministra da Nova Zelândia Helen Clark.

O novo Rei governará num sistema político semi-feudal, onde ele e os nobres decidem a composição do governo e do parlamento. Contudo, ele afirma-se favorável a reformas, marcadas para 2010, onde a maioria do lugares no parlamento nacional serão eleitos pelos cidadãos.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Rei do Butão coroado finalmente!

Foi anunciada a tão esperada data para a coroação do Rei do Butão, Jigme Khesar Namgyel Wangchuck, que herdou o trono depois da abdicação do pai, em 2006, para facilitar o caminho para a monarquia constitucional.
Fontes oficiais afirmam que a sua coroação formal foi adiada até que as eleições para o parlamento estejam concluídas. Assim, realizar-se-ão no dia 6 de Novembro.
Em 2008 o país tornou-se formalmente uma monarquia constitucional e o Rei abdicou dos seus poderes absolutos. Ao anunciar este"momento histórico", o Primeiro-Ministro Lyonchhen Jigmi Y Thinley disse que a data foi escolhida por três astrólogos como a mais auspiciosa.

O Primeiro-Ministro disse também que a coroação consolidará a "soberana independência, a paz, a segurança e a união do Reino".

Nepal: PR do Nepal assume funções

O primeiro Presidente da República do Nepal, Ram Baran Yadav, tomou ontem posse, anunciaram responsáveis nepaleses.
Apoiado pelo partido do Congresso do Nepal (centrista), Ram Baran Yadav recolheu segunda-feira 308 dos 590 votos dos deputados da Assembleia constituinte, ficando à frente do candidato apoiado pelos maoistas. Os maoistas dispõem da maioria dos assentos da Assembleia, mas não de maioria absoluta.
A eleição do Presidente mergulhou o país numa nova crise política porque os maoistas decidiram não formar o primeiro governo da República do Nepal.

A monarquia nepalesa
As leis da genealogia não destinavam Gyanendra a ser rei do Nepal. Mas numa
noite de Junho de 2001, o seu sobrinho e príncipe herdeiro, o jovem Dipendra, num acto de loucura alimentado por um desgosto amoroso e pelo excesso de álcool, interrompeu atiro de metralhadora um jantar familiar. Morreram o monarca, Birendra, a rainha e mais seis membros da realeza. O próprio assassino acabou por se suicidar. Pouco depois, um Nepal ainda em choque entronizava o irmão do rei morto. Mas os sete anos de reinado de Gyanendra foram um fracasso total, culminando com a vitória (nas urnas) da guerrilha maoísta que acabou com a monarquia, pondo fim a uma dinastia que governa este país dos Himalaias há dois séculos.

Os guerrilheiros maoístas, que se transformaram em partido político após uma década de luta armada, viram o rei Gyanendra partir voluntariamente, e aboliram a monarquia durante a reunião da Assembleia que elaborarou a nova Constituição deste país de 28 milhões de habitantes. Os maoístas, vencedores das eleições, são membros de um movimento que gera desconfiança nas vizinhas China e Índia e que os Estados Unidos continuam a considerar como terrorista.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Nostalgia nos 90 anos da morte czar Nicolau II

Numa sondagem da televisão estatal russa Rossiya, o czar Nicolau II surge em primeiro lugar na lista dos Maiores Russos da História, à frente de Estaline e Lenine. Uma popularidade que explica o facto de centenas de pessoas se terem ontem reunido em Ekaterinburgo, a cidade dos Urais onde os bolcheviques - no poder desde a Revolução de 1917 - assassinaram o czar, a mulher e os cinco filhos 17 de Julho de 1918.

"Chegou o momento de trazer de volta o que foi destruído", disse o arcebispo de Ekaterinburgo na Igreja do Sangue Derramado, construída em 2003 no local onde a família imperial foi assassinada. O religioso dirigia-se a uma assistência que se ajoelhava enquanto beijava fotografias dos Romanov. "Vim apenas por um motivo: pedir desculpas", explicou Alla Solodovnikova. Esta mulher de 67 anos fez um longo percurso desde Kaliningrado, nos confins ocidentais da Rússia. O culminar das comemorações em Ekaterinburgo estava previsto para a noite de ontem para hoje, à hora exacta em que passarem 90 anos sobre a execução do czar e da família pelos bolcheviques, numa mina abandonada, onde os corpos foram lançados e regados com ácido. Em 1991, foram exumados e sete anos depois, Nicolau II, a mulher e três dos cinco filhos receberam um funeral de Estado em Sampetersburgo. Depois de uma missa nocturna, os peregrinos reunidos em Ekaterinburgo deviam percorrer 18 quilómetros a pé até à mina onde os Romanov foram mortos.

Os sentimentos dos russos em relação a Nicolau II evoluíram bastante desde o desmantelamento da União Soviética em 1991. Mas uma sondagem de 2005 revela que 56% dos inquiridos ainda tinha um olhar muito crítico sobre o último czar. Nicolau II ficou conhecido como "O Sangrento" devido à forma como eliminou os opositores, além de ter sido incapaz de impedir o país de cair no caos político. No poder desde 1894, Nicolau II foi obrigado a abdicar em 1917 após a revolução bolchevique que abriu caminho à criação da União Soviética. O Presidente Dmitri Medvedev não comentou as comemorações da morte de Nicolau II.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

D. Duarte diz que há cada vez mais pessoas com fome

O chefe da Casa Real Portuguesa, D. Duarte de Bragança, defendeu ontem que o Estado se deve preocupar em dar formação às famílias sobre a forma de gerir a economia doméstica, no contexto presente de crise alimentar.

"Há cada vez mais pessoas a passar fome em Portugal e isso é grave. Mas há também um problema de formação", disse aos jornalistas, à margem da sessão de abertura do colóquio "Crise Alimentar nos Centros Urbanos", que decorre no Fundão.
"Há muitas pessoas em situação difícil porque não sabem gerir a economia doméstica", refere.
D. Duarte mostrou-se ainda contra a atribuição de subsídios sem que quem os recebe "dê uma contrapartida" e defendeu uma aposta em "melhor educação". "Por exemplo, muitas pessoas não sabem planear uma dieta equilibrada, gastando menos. Pensam que todos os dias têm que pôr um bife à mesa", referiu D. Duarte, considerando que o Estado tem um papel "fundamental" em fazer chegar formação a estas famílias.

"É para isso que pagamos impostos. Não é para construir auto-estradas inúteis e estádios de futebol, mas sim para educar e evitar que cheguemos a situações sociais como as que temos hoje", realçou. "Não vejo que se fale de fome na Alemanha ou na Áustria, só aqui é que oiço isso", acrescentou.

A iniciativa de ontem no Fundão foi organizada pelo Instituto da Democracia Portuguesa (de que D. Duarte de Bragança é presidente de honra) em parceria com a Associação de Regantes da Cova da Beira e a Câmara do Fundão. D. Duarte alertou ainda para a dependência alimentar de Portugal do estrangeiro, que só pode ser limitada "com uma revolução completa da política de planificação do território", destinando mais terras à agricultura. "A agricultura tem sido injustamente perseguida em Portugal", referiu. "Os agricultores portugueses recebem 40 por cento dos apoios que recebem os do resto da Europa." "E daquilo que vendem só retiram 15 a 20 por cento", concluiu.
Ontem, no Fundão, não foi a primeira vez que D. Duarte levou a cabo aquilo a que os seus apoiantes gostam de chamar "monarquias abertas". Já tinha estado no Alentejo, e o tema principal tinha sido a saúde. Além do colóquio sobre a "Crise alimentar nos grandes centros urbanos", D. Duarte de Bragança tinha na agenda a assinatura de vários protocolos com instituições do distrito de Castelo Branco.