segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Virgílio Castelo: Lança ‘O Último Navegador’ e defende a Monarquia

Virgílio Castelo lança-se na literatura com o seu primeiro livro, ‘O Último Navegador’, pensado desde a adolescência, transmite a mensagem de que "ninguém se preocupa a sério com Portugal". A obra é lançada quinta-feira, dia 16, em Lisboa.

"Acho que ninguém se preocupa a sério com Portugal. Eu, para pôr as pessoas a preocuparem-se com o País, crio um acidente no Terreiro do Paço onde morrem 600 pessoas, uma guerra civil onde morrem três mil pessoas em nove meses e uma revolta popular que leva à queda da República e à instauração da Monarquia em Portugal, ou seja, uma série de situações que são obviamente especulações, mas que podem pôr as pessoas a saírem do marasmo em que estamos".

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O Rei Leão

Por Nuno Pombo

Até Novembro, estaremos entretidos com as eleições presidenciais dos Estados Unidos. Isto se os estilhaços que as falências, ditosas filhas do capitalismo sem referências, vão semeando não nos distraírem irremediavelmente.

Os comentadores políticos, mesmo cá no burgo, traçam o perfil dos candidatos, evidenciando os seus contornos mais impressivos: a cor de um e o sexo de outra. Se para estas eleições fossem convocados os eleitores europeus, Obama teria uma maioria esmagadora. Uma maioria africana, mesmo. Mas nos States, ao que parece, a "alucinada" Palin ameaça a colorida entronização do que deste lado do Atlântico pensamos ser o sonho americano. A vitória do pretenso securitismo belicoso de McCain sobre a utópica demagogia de Obama, a acontecer, convocará, estou certo, as carpideiras do costume. Lá chorarão, ruidosas, a democracia, imolada na sua intrínseca virtude no altar onde imperam forças obscuras e o vil metal. É sempre este o filme que passa nas nossas pantalhas quando o resultado eleitoral não coincide com a expectável solução política ditada pelos despojados opinion makers.

A escolha da pretérita Miss Alaska pelas hostes republicanas veio apimentar a trama, dar-lhe um curso novo e inesperado, ao pretender captar a simpatia de um eleitorado que não digeriu ainda a derrota de Mrs. Clinton. Se os democratas perderem esta eleição, segundo o que oiço dizer, devem-no não ao consulado exaltante de Bush mas à erosão fratricida de umas primárias particularmente disputadas. Os mais ferozes apoiantes dela não conseguem ver-se representados nele. E a inversa seria também verdadeira.
É que, na verdade, o processo electivo implica, como se viu, combate, refrega. E quanto mais aguda for a peleja menor a base para entendimentos alargados. E os que forem exibidos serão frouxos, se não cínicos. Ainda me recordo de ver, logo após a vitória de Soares sobre Freitas, lapelas engalanadas com truculentos autocolantes que deixavam ler um inconformado "O meu presidente é outro": a vindicta, tão ao gosto de certa cinematografia.

Ora, se para o governo, órgão responsável pela condução dos destinos do país, se recomenda, pela clarificação que sugere, o vigor do processo eleitoral, já para a chefia do Estado o método parece-me desaconselhável. Penso que Obama e os americanos, lá para Novembro, perceberão este argumento. A chefia do Estado não dirige. Representa. E a representação, para ser genuína, não se compadece com os atritos que a via electiva necessariamente comporta. Há povos que não têm alternativa, por não terem história. Outros, como o nosso, têm-na mas desperdiçam-na.
Enquanto o mundo avança, continuam a oferecer-nos, nas vésperas do Centenário da República, pipocas e um sistema político em tudo semelhante a uma novela mexicana. Sangue, insegurança, paixões e traições, falências, casamentos e divórcios, tudo sustentado por actores de segunda categoria que, apesar de não serem populares, enriquecem enquanto interpretam, sem assinalável esforço, um enredo deplorável, onde nem os diálogos, todos dobrados para português, se salvam.

Prefiro, ver, com os meus filhos, o Rei Leão, da Disney. Boa fotografia, excelente música e uma história verdadeiramente bonita. A cena em que todos os animais da floresta, das zebras aos elefantes, passando pelos coelhos e pelas gazelas, se reúnem para lhes ser apresentado o leãozinho que nascera e que todos já respeitavam é, a todos os títulos, admirável. Está nesta fita, para quem queira olhar com olhos de ver, a essência do monarquismo. As girafas são felizes e não querem ser leões. Mas, como os portugueses bem sabem, nem tudo são rosas. Também lá podemos encontrar, republicanão, um bicho matreiro que, cobiçando o trono e o respeito que lhe devotam os súbditos, recruta um bando de hienas para matar o Rei. E, como em 1908, matam mesmo. Só que no filme, depois de morto o Rei, os animais da selva unem-se, recuperam do choque e, em uníssono, de novo gritam, como seus pais e avós: Viva o Rei!

sábado, 4 de outubro de 2008

Presidente da Causa Real lança livro de poesia

Paulo Teixeira Pinto lança o livro de poesia LXXXI (Poema Teorema), editado pela Caderno, no dia 9 de Outubro, pelas 18:30, no Laboratório Chimico do Museu da Ciência, em Lisboa.

A obra inclui 99 poemas, agrupados por tema, que foram escritos pelo autor durante a última década, debruçando-se sobre a natureza humana.
Com apresentação de António Emiliano e Vasco Graça Moura, a apresentação do livro contará com a leitura de alguns poemas por Mário Crespo, Nicolau Santos e Pedro Abrunhosa.
O Porto também vai acolher uma sessão de apresentação no dia 21 de Outubro.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Monárquicos antecipam comemorações do centenário denunciando lado sombrio da República

Os republicamos perseguiam a imprensa, discriminavam as mulheres, desprezavam a democracia. Por isso, a 5 de Outubro deste ano, não há nada para comemorar. Muito menos a 5 de Outubro de 2010, data do centenário da revolução republicana. É isto que diz um grupo de monárquicos organizados numa autodesignada Plataforma do Centenário da República, que ontem apresentou à imprensa um manifesto.

João Távora e Carlos Bobone foram os porta-vozes do movimento. "O que aparece, nos manuais escolares, nos catálogos dos museus, é só uma pequena parte da história", disse Carlos Bobone, que se apresentou como "historiador, alfarrabista e monárquico". A República é sempre "idealizada e embelezada", o que não nos deixa ver o "seu lado mais sombrio", explicou. "Nós queremos lembrar a República como ela realmente foi". O método é um site na Internet (http://www.centenariodarepublica.org/) , onde são apresentados documentos, textos, imagens e recortes de jornais da época, e um blogue (http://www.centenariodarepublica.blogsopt.com/), aberto a opiniões e comentários."A República é considerada precursora ideológica do regime em que vivemos. Nós pretendemos mostrar que isso não é verdade", diz Bobone.
Exemplos? A democracia. "Os republicanos conseguiram que, às primeiras eleições que organizaram, só se apresentasse, praticamente, o Partido Republicano. Dos 226 deputados do Parlamento, 220 eram do PRP".

João Távora, descendente de uma família perseguida desde o tempo do Marquês de Pombal, apresenta-se como "profissional de comunicação empresarial". Explicou as vantagens da Internet e dos blogues na divulgação das ideias de grupos minoritários, e anunciou que uma busca no Google já produz resultados que reflectem os pontos de vista da plataforma. No site são mencionadas centenas de presos políticos da República ("entre os quais muitos republicanos, não apenas monárquicos", segundo Bobone). Mas em breve os seus mentores contam ter os nomes de milhares de presos políticos. É um dos "lados negros" da República. Outro, que Távora quis enfatizar, na esperança de sensibilizar os jornalistas, é a perseguição à imprensa livre. O próprio logótipo da plataforma é um cartoon representando um polícia republicano perseguindo um ardina. "A imprensa é uma das vítimas inesperadas da República", ao contrário dos religiosos, da família real ou dos aristocratas", explicou Bobone. Segundo a lei, havia liberdade de imprensa. Só a pornografia ou os boatos eram proibidos. Na realidade, dizer que a monarquia é melhor do que república era considerado um boato.

Notícia do Público, 30-09-08

terça-feira, 23 de setembro de 2008

101 anos da morte de D. Duarte Nuno de Bragança

Faz hoje 101 anos (23/09/1907, Áustria, Seebenstein) que nasceu Sua Alteza Real O Senhor D. Duarte Nuno (D. Duarte II, Rei de Portugal), Duque de Bragança, pai de SAR O Senhor D. Duarte Pio, Duque de Bragança e herdeiro do trono português.

Era filho de SAR O Senhor D. Miguel, Duque de Bragança e de SAR A Senhora D. Maria Teresa, Princesa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg.

SAR O Senhor D. Duarte Nuno casou em 15 de Outubro de 1942 com SAR A Senhora D. Maria Francisca, princesa de Orleans e Bragança. Foram pais de:
- SAR O Senhor D. Duarte Pio casado com SAR A Senhora D. Isabel Inês de Castro Curvelo de Herédia
- SAR O Senhor D. Miguel de Bragança, 7º duque de Viseu
- SAR O Senhor D. Henrique de Bragança, 4º duque de Coimbra

sábado, 6 de setembro de 2008

A acumulação de reformas e pensões a par de regalias prestadas a ex-chefes de Estado traz á memória os ataques de que foi alvo D. Carlos e serviram de fundamento á implatação da República.

Eis as "parcas" regalias:
- Direito ao uso de automóvel do Estado, para o seu serviço pessoal, com condutor e combustível;
- Direito a disporem de um gabinete de trabalho, com telefone, uma secretária dactilógrafa e um assessor da sua confiança, destacados a seu pedido em regime de requisição de entre os funcionários e outros agentes do Estado;
- Direito a ajudas de custo nos termos da lei aplicável às deslocações do Primeiro Ministro, sempre que tenha de deslocar-se no desempenho de missões para fora da área da sua residência habitual;
- Direito a livre trânsito, a passaporte diplomático nas suas deslocações ao estrangeiro e a uso de porte de arma de defesa.
- Podem acumular as pensões de aposentação, reforma ou sobrevivência.

Os adiantamentos dominaram a sessão de 20-11-1906 na Câmara dos Deputados, sendo Chefe do Governo João Franco. Com base no alegado escândalo, a minoria republicana preparou uma grande ofensiva. Encheram-se as galerias de público que os Centros republicanos recrutavam e em que se viam habitualmente marinheiros e soldados. Afonso Costa falou. Falou ininterruptamente. Caía a noite e já se tinham acendido as luzes, quando o Presidente o advertiu de que lhe restavam quinze minutos para falar. Então insistiu sobre a questão dos adiantamentos e pediu o cárcere ou o desterro para o Rei. A voz do Presidente que o mandava calar, confundiu-se com os aplausos da galeria. Num momento de silêncio, Afonso Costa gritou: "Por muito menos crimes do que os cometidos por D. Carlos, rolou no cadafalso, em França, a cabeça de Luís XVI".

Negou-se a desdizer-se, e, no meio de grande tumulto, o Presidente, fez entrar a força pública para expulsar Afonso Costa. António José de Almeida saltou por sobre a bancada e convidou a força pública à revolta: "Soldados! Com a minha voz e as vossas baionetas vamos proclamar a República e fazer uma pátria Nova!"... coitados dos portugueses!

Criada Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro

Dom Duarte de Bragança é “melhor representante de Portugal do que qualquer presidente da República”. É assim que Mário Abreu Lima, um dos membros fundadores da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro, defende os valores Monárquicos em detrimento da República.

Um grupo de Monárquicos criou recentemente a Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro, que pretende promover a Instituição Real e da Coroa no sentido de Restaurar a Monarquia em Portugal. Fazer “acções de divulgação do ideal Monárquico na região, mantendo-se atentos e dando opiniões em relação a vivências de ordem social, económica e política” são alguns dos propósitos desta Associação, que quer ser “activa”, explicou Mário Abreu Lima, um dos membros do núcleo fundador. Para esta Associação, a Monarquia tem uma série de vantagens, como o facto dos representantes maiores do país, em termos Monárquicos, não terem “filiação política”, defendendo, por essa razão, todo o país e todos os cidadãos, e não apenas “uma parte”.

A Real Associação de TMAD tem fé na Restauração da Monarquia em Portugal e acredita que Dom Duarte de Bragança, O Herdeiro da Coroa, seria “muito melhor representante para Portugal do que qualquer um dos Presidentes da República que exerceram ou exerce o cargo”. A nova Associação Monárquica foi apresentada recentemente em Boticas, na presença de Sua Alteza Real Dom Duarte de Bragança.