segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Entrevista a SAR D. Duarte, no 5 de Outubro de 2008

Entrevista da SIC a SAR D. Duarte a 5 de Outubro de 2008, a propósito do 98º infeliz aniversário da implantação da República.

http://www.youtube.com/watch?v=9QNHB0jTmKo

S.A.R. O Duque de Bragança em entrevista ao Semanário "O Diabo"

Sobre a ocupação espanhola de Olivença: "Quando um país assina um tratado e não o cumpre, está a violar o Direito Internacional".

- Assinalam-se 207 anos sobro a ocupação de Olivença e este mês celebra-se o Tratado de Alcanices que ficou as fronteiras entre Portugal e Espanha. Na sua opinião, tem existido violação do Direito Internacional por parte de Espanha?
DOM DUARTE DE BRAGANÇA —Quando um país assina um tratado e não o cumpre, está a violar o Direito internacional...
- Em termos constitucionais e diplomáticos que comentário lhe merece este diferendo que opõe Portugal e Espanha há vários anos?
S.A.R. - Trata-se simplesmente do abuso de uma situação de "facto consumado", quando após a assinatura da paz, a Espanha recusou-se a cumprir o que assinou. O novo governo acreditou que tudo seria resolvido pacificamente, mas já se passou muito tempo, e a população portuguesa não foi autorizada a regressar às suas casas. E e os que ficaram foram sendo assimilados... Mas estes factos não nos retiram os nossos direitos históricos!

"Ignorância face à mentalidade castelhana"

- Que razão poderá estar na origem da falta de uma atitude firme, por parte das autoridades portuguesas, para exigir a restituição do território, que é reclamado há mais de dois séculos?S.A.R. - Os nossos governos republicanos quiseram evitar problemas com os governos espanhóis, e prejudicar as boas relações, mas esse comportamento demonstra ignorância face á mentalidade castelhana. Eles só respeitam quem sabe exigir justiça, nunca quem se agacha...
- Há quem diga que esta é altura certa para colocar a questão de Olivença na agenda politica... concorda?
S.A.R. - Esta altura é tão boa como muitas outras, mas o facto de estarem os dois países juntos na União Europeia facilitaria uma solução inteligente. Por exemplo Olivença poderia ser um Principado Autónomo e zona franca como Andorra, em que os Chefes de Estado fossem o presidente da República de Portugal e o Rei de Espanha. Ou mais simplesmente reconhecido como território português sob administração autónoma, e a população teria dupla nacionalidade e gozaria das vantagens de uma zona franca. Certamente essa proposta seria aceite com o maior interesse pelas suas gentes. Poderia até ter selos de correio próprios.
- Como caracteriza o comportamento do Governo português em todo este processo? Não deveria interessar-se mais por este assunto?
S.A.R. - Os nossos governos têm tido a prudência de nunca reconhecer directa ou indirectamente a soberania espanhola no grande concelho de Olivença, que incluí várias povoações, o que mantêm pelo menos a porta aberta...

- O que perde o nosso País com o facto de Olivença não ser reconhecida?
S.A.R. - Perdemos uma região com um bom potencial económico, agora que é banhada pelo lago de Alqueva, e que tem uma excelente área agricola. Mas trata-se sobretudo de uma questão de princípios e de honra, e isso ainda tem importância...
- E de ilegalidade?
S.A.R. - Em 1997 eu negociei com a Indonésia uma solução de compromisso que satisfazia os timorenses e Portugal, sem prejudicar muito a Indonésia. Todos aceitaram a minha proposta, mas o Governo Indonésio conduziu mal o assunto. Em consequência Timor ficou livre mas com elevadíssimos custos humanos e materiais, e a Indonésia saiu-se muito mal. A minha proposta leria evitado estas situações. Para se negociar uma solução de compromisso seria preciso que ambas as partes estivessem dispostas a negociar... Portugal, em contrapartida da abertura de negociacões, apoiaria Espanha na questão de Gibraltar. Se Espanha considera que o caso de Gibraltar não está encerrado, onde a população, em referendo manifestou a vontade de continuar a ser uma colónia da Coroa Britânica, tem de aceitar o mesmo para Olivença, independentemente do que os actuais "colonos" pensam. Não pode haver dois pesos e duas medidas, embora juridicamente os casos não sejam parecidos. Em todo o caso aconselho a todos que não deixem de lá ir. A população é simpática e a vila francamente muito bonita, com belos edifícios manuelinos.

Virgílio Castelo: Lança ‘O Último Navegador’ e defende a Monarquia

Virgílio Castelo lança-se na literatura com o seu primeiro livro, ‘O Último Navegador’, pensado desde a adolescência, transmite a mensagem de que "ninguém se preocupa a sério com Portugal". A obra é lançada quinta-feira, dia 16, em Lisboa.

"Acho que ninguém se preocupa a sério com Portugal. Eu, para pôr as pessoas a preocuparem-se com o País, crio um acidente no Terreiro do Paço onde morrem 600 pessoas, uma guerra civil onde morrem três mil pessoas em nove meses e uma revolta popular que leva à queda da República e à instauração da Monarquia em Portugal, ou seja, uma série de situações que são obviamente especulações, mas que podem pôr as pessoas a saírem do marasmo em que estamos".

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O Rei Leão

Por Nuno Pombo

Até Novembro, estaremos entretidos com as eleições presidenciais dos Estados Unidos. Isto se os estilhaços que as falências, ditosas filhas do capitalismo sem referências, vão semeando não nos distraírem irremediavelmente.

Os comentadores políticos, mesmo cá no burgo, traçam o perfil dos candidatos, evidenciando os seus contornos mais impressivos: a cor de um e o sexo de outra. Se para estas eleições fossem convocados os eleitores europeus, Obama teria uma maioria esmagadora. Uma maioria africana, mesmo. Mas nos States, ao que parece, a "alucinada" Palin ameaça a colorida entronização do que deste lado do Atlântico pensamos ser o sonho americano. A vitória do pretenso securitismo belicoso de McCain sobre a utópica demagogia de Obama, a acontecer, convocará, estou certo, as carpideiras do costume. Lá chorarão, ruidosas, a democracia, imolada na sua intrínseca virtude no altar onde imperam forças obscuras e o vil metal. É sempre este o filme que passa nas nossas pantalhas quando o resultado eleitoral não coincide com a expectável solução política ditada pelos despojados opinion makers.

A escolha da pretérita Miss Alaska pelas hostes republicanas veio apimentar a trama, dar-lhe um curso novo e inesperado, ao pretender captar a simpatia de um eleitorado que não digeriu ainda a derrota de Mrs. Clinton. Se os democratas perderem esta eleição, segundo o que oiço dizer, devem-no não ao consulado exaltante de Bush mas à erosão fratricida de umas primárias particularmente disputadas. Os mais ferozes apoiantes dela não conseguem ver-se representados nele. E a inversa seria também verdadeira.
É que, na verdade, o processo electivo implica, como se viu, combate, refrega. E quanto mais aguda for a peleja menor a base para entendimentos alargados. E os que forem exibidos serão frouxos, se não cínicos. Ainda me recordo de ver, logo após a vitória de Soares sobre Freitas, lapelas engalanadas com truculentos autocolantes que deixavam ler um inconformado "O meu presidente é outro": a vindicta, tão ao gosto de certa cinematografia.

Ora, se para o governo, órgão responsável pela condução dos destinos do país, se recomenda, pela clarificação que sugere, o vigor do processo eleitoral, já para a chefia do Estado o método parece-me desaconselhável. Penso que Obama e os americanos, lá para Novembro, perceberão este argumento. A chefia do Estado não dirige. Representa. E a representação, para ser genuína, não se compadece com os atritos que a via electiva necessariamente comporta. Há povos que não têm alternativa, por não terem história. Outros, como o nosso, têm-na mas desperdiçam-na.
Enquanto o mundo avança, continuam a oferecer-nos, nas vésperas do Centenário da República, pipocas e um sistema político em tudo semelhante a uma novela mexicana. Sangue, insegurança, paixões e traições, falências, casamentos e divórcios, tudo sustentado por actores de segunda categoria que, apesar de não serem populares, enriquecem enquanto interpretam, sem assinalável esforço, um enredo deplorável, onde nem os diálogos, todos dobrados para português, se salvam.

Prefiro, ver, com os meus filhos, o Rei Leão, da Disney. Boa fotografia, excelente música e uma história verdadeiramente bonita. A cena em que todos os animais da floresta, das zebras aos elefantes, passando pelos coelhos e pelas gazelas, se reúnem para lhes ser apresentado o leãozinho que nascera e que todos já respeitavam é, a todos os títulos, admirável. Está nesta fita, para quem queira olhar com olhos de ver, a essência do monarquismo. As girafas são felizes e não querem ser leões. Mas, como os portugueses bem sabem, nem tudo são rosas. Também lá podemos encontrar, republicanão, um bicho matreiro que, cobiçando o trono e o respeito que lhe devotam os súbditos, recruta um bando de hienas para matar o Rei. E, como em 1908, matam mesmo. Só que no filme, depois de morto o Rei, os animais da selva unem-se, recuperam do choque e, em uníssono, de novo gritam, como seus pais e avós: Viva o Rei!

sábado, 4 de outubro de 2008

Presidente da Causa Real lança livro de poesia

Paulo Teixeira Pinto lança o livro de poesia LXXXI (Poema Teorema), editado pela Caderno, no dia 9 de Outubro, pelas 18:30, no Laboratório Chimico do Museu da Ciência, em Lisboa.

A obra inclui 99 poemas, agrupados por tema, que foram escritos pelo autor durante a última década, debruçando-se sobre a natureza humana.
Com apresentação de António Emiliano e Vasco Graça Moura, a apresentação do livro contará com a leitura de alguns poemas por Mário Crespo, Nicolau Santos e Pedro Abrunhosa.
O Porto também vai acolher uma sessão de apresentação no dia 21 de Outubro.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Monárquicos antecipam comemorações do centenário denunciando lado sombrio da República

Os republicamos perseguiam a imprensa, discriminavam as mulheres, desprezavam a democracia. Por isso, a 5 de Outubro deste ano, não há nada para comemorar. Muito menos a 5 de Outubro de 2010, data do centenário da revolução republicana. É isto que diz um grupo de monárquicos organizados numa autodesignada Plataforma do Centenário da República, que ontem apresentou à imprensa um manifesto.

João Távora e Carlos Bobone foram os porta-vozes do movimento. "O que aparece, nos manuais escolares, nos catálogos dos museus, é só uma pequena parte da história", disse Carlos Bobone, que se apresentou como "historiador, alfarrabista e monárquico". A República é sempre "idealizada e embelezada", o que não nos deixa ver o "seu lado mais sombrio", explicou. "Nós queremos lembrar a República como ela realmente foi". O método é um site na Internet (http://www.centenariodarepublica.org/) , onde são apresentados documentos, textos, imagens e recortes de jornais da época, e um blogue (http://www.centenariodarepublica.blogsopt.com/), aberto a opiniões e comentários."A República é considerada precursora ideológica do regime em que vivemos. Nós pretendemos mostrar que isso não é verdade", diz Bobone.
Exemplos? A democracia. "Os republicanos conseguiram que, às primeiras eleições que organizaram, só se apresentasse, praticamente, o Partido Republicano. Dos 226 deputados do Parlamento, 220 eram do PRP".

João Távora, descendente de uma família perseguida desde o tempo do Marquês de Pombal, apresenta-se como "profissional de comunicação empresarial". Explicou as vantagens da Internet e dos blogues na divulgação das ideias de grupos minoritários, e anunciou que uma busca no Google já produz resultados que reflectem os pontos de vista da plataforma. No site são mencionadas centenas de presos políticos da República ("entre os quais muitos republicanos, não apenas monárquicos", segundo Bobone). Mas em breve os seus mentores contam ter os nomes de milhares de presos políticos. É um dos "lados negros" da República. Outro, que Távora quis enfatizar, na esperança de sensibilizar os jornalistas, é a perseguição à imprensa livre. O próprio logótipo da plataforma é um cartoon representando um polícia republicano perseguindo um ardina. "A imprensa é uma das vítimas inesperadas da República", ao contrário dos religiosos, da família real ou dos aristocratas", explicou Bobone. Segundo a lei, havia liberdade de imprensa. Só a pornografia ou os boatos eram proibidos. Na realidade, dizer que a monarquia é melhor do que república era considerado um boato.

Notícia do Público, 30-09-08

terça-feira, 23 de setembro de 2008

101 anos da morte de D. Duarte Nuno de Bragança

Faz hoje 101 anos (23/09/1907, Áustria, Seebenstein) que nasceu Sua Alteza Real O Senhor D. Duarte Nuno (D. Duarte II, Rei de Portugal), Duque de Bragança, pai de SAR O Senhor D. Duarte Pio, Duque de Bragança e herdeiro do trono português.

Era filho de SAR O Senhor D. Miguel, Duque de Bragança e de SAR A Senhora D. Maria Teresa, Princesa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg.

SAR O Senhor D. Duarte Nuno casou em 15 de Outubro de 1942 com SAR A Senhora D. Maria Francisca, princesa de Orleans e Bragança. Foram pais de:
- SAR O Senhor D. Duarte Pio casado com SAR A Senhora D. Isabel Inês de Castro Curvelo de Herédia
- SAR O Senhor D. Miguel de Bragança, 7º duque de Viseu
- SAR O Senhor D. Henrique de Bragança, 4º duque de Coimbra