segunda-feira, 24 de novembro de 2008

22 de Novembro: No Dia em que a Rainha faz Anos!

Sua Alteza Real a Sereníssima Senhora Dona Isabel Inês de Castro Curvello de Herédia e Bragança, Princesa Real e Duquesa de Bragança, Grã-Mestre da Ordem de Santa Isabel, Grã-Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, Grã-Cruz de honra da Ordem de Malta, Grã-Cruz da Ordem de S. Maurício e São Lázaro.

Nasceu na freguesia de Alvalade, Lisboa em 22 de Novembro de 1966.
É a XXIV Duquesa de Bragança pelo seu casamento em 1995 com S. A. R. o Príncipe D. Duarte Pio, Duque de Bragança, no Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa.

A Real Associação de Beja, deixa aqui os votos de parabéns a S.A.R. a Senhora D. Isabel de Bragança, neste dia muito especial do seu aniversário.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Monarquia : Os Conjurados e a Restauração de 1640

No dia 12 de Outubro de 1640 juntaram-se em casa de D. Antão Vaz de Almada (ainda hoje conhecida por "Palácio da Independência") vários conjurados, entre os quais se contavam D. Miguel de Almeida, Jorge de Melo, António Saldanha, Francisco de Melo e Pedro de Mendonça. A esta conferência assistiu também o Dr. Pinto Ribeiro, convidado não só por ser homem de grande talento como por exercer as funções de agente dos negócios da Casa de Bragança.

Falaram sobre os males de que sofria o reino e insistiram na necessidade de lhes pôr termo com uma revolução.
Todos concordaram e decidiram enviar a Vila Viçosa Pedro de Mendonça, a fim de comunicar a D. João — de facto único herdeiro legítimo dos reis de Portugal — a resolução que haviam tomado. Ainda hesitante, embora tendo escutado com grande atenção as palavras do emissário, o duque prometeu dar-lhe resposta depois de consultar o seu secretário António Pais Viegas. Rebelo da Silva narra assim essa consulta: "Tendo ouvido o duque, Viegas calou-se por um instante e depois pediu licença para fazer uma pergunta:
— No caso de o reino se constituir em república, que partido seguiria Vossa Excelência, o do país ou o dos castelhanos?
— Sejam quais forem os acontecimentos — respondeu o duque —, hei-de acostar-me ao que seguir o comum do País.
Então... — volveu o secretário — ...está dada a resposta. Mais vale arriscar tudo para reinar do que arriscar ainda tudo para ficar vassalo. A ocasião é chegada e parece que Deus a trouxe. A maior dificuldade consistia em os outros proporem a empresa, pois seria pouco seguro se a ideia partisse directamente de Vila Viçosa. Os fidalgos estão prontos e só pedem rei. Dê-lho Vossa Excelência, e encomende o mais à Providência."

Quis ainda D. João expor o assunto a sua esposa, D. Luísa de Gusmão, filha dos duques de Medina Sidónia, e portanto de origem espanhola. A lenda — ou essa parte da História que em certos passos abre as portas à imaginação — atribui a essa senhora a seguinte frase, da qual se pode dizer que, "se não é verdade, é decerto bem imaginada":
Mais vale ser rainha uma hora que duquesa toda a vida!

Mas vejamos como o historiador Rebelo da Silva a descreve: "A duquesa, que era dotada de entendimento tão claro e de ânimo tão varonil, como depois confirmaram largas experiências... julgou por mais acertado, ainda que a morte fosse consequência da coroa, morrer reinando do que viver servindo, e animou o duque dizendo-lhe que todos os vaticínios eram pela segurança da empresa, e que só a demora poderia ser prejudicial."
Tendo obtido esta resposta, D. João mandou chamar Pedro de Mendonça e disse-lhe — segundo conta D. Luís de Meneses — "que, antepondo a saúde da Pátria ao risco particular, se resolvia a aceitar a coroa para a fazer respeitada por todos os inimigos".

Os trabalhos da conspiração ultimaram-se na reunião do dia 28 de Novembro, tendo ficado definitivamente marcado, para a acção decisiva, o dia l de Dezembro. No entanto, em 30 de Novembro houve ainda novo encontro dos conjurados, em casa de D. Antão Vaz de Almada. Conta Pinheiro Chagas: "Ninguém hesitava; uns, no entanto, redigiam os seus testamentos, enquanto outros encomendavam missas aos religiosos. Nessa tarde, alguns populares mais influentes haviam afirmado aos nobres que Lisboa inteira responderia ao grito de liberdade..." Quando os conjurados se separaram, a noite estava carregada e triste. Era a última noite de escravidão. As breves horas que ainda decorreriam para soar a liberdade seriam marcadas pela impaciência, mas todos os ânimos se conservavam firmes. Dentro em pouco — pelas nove horas da manhã de l de Dezembro — Portugal ficaria livre da dominação estrangeira... ou a fúria castelhana esmagaria os audaciosos.Eram momentos de fé e de receio, de esperança e de dúvida...

E na verdade, durante essas curtas horas, o perigo de denúncia continuou a existir — já antes, Miguel de Vasconcelos fora avisado do plano da revolução e até do dia em que a acção seria desencadeada... mas o renegado, felizmente, não acreditou em tal possibilidade de aventura dos portugueses. Pinheiro Chagas conta-nos um episódio curioso... que poderia ter tido trágicas consequências: "Um dos conjurados morava em casa de um parente e amigo que não estava no segredo da conspiração. Sentindo pesar-lhe na consciência o facto de ocultar ao seu hospedeiro assunto de tanta importância, revelou-lhe tudo quando já vinha próxima a madrugada de l de Dezembro. A inquietação com que o amigo recebeu a inconfidência sobressaltou o indiscreto, que não pôde conciliar o sono quando tentou descansar algumas horas na sua cama. E essa insónia evitou as trágicas consequências que o episódio poderia ter tido. Pouco depois de se terem recolhido ouviu o ruído das patas de um cavalo, diante da porta; correu à janela e viu que o amigo se dispunha a partir. Desconfiando da possibilidade quase segura de uma denúncia, precipitou-se para a rua, agarrou violentamente o hospedeiro e ameaçou matá-lo se ele resistisse. Na manhã seguinte levou-o consigo, prisioneiro, para o Terreiro do Paço."

Mas outros episódios, de uma qualidade bem diferente, marcaram essa madrugada de l de Dezembro de 1640... tais como o de D. Filipa de Vilhena, cingindo a espada por suas próprias mãos a seus filhos Jerónimo de Ataíde e Francisco Coutinho... e o de D. Mariana de Lencastre abençoando António e Fernão Teles, os filhos que iam partir para a magnífica empresa... Havia ficado assente e recomendado a todos os conjurados o mais rigoroso disfarce na chegada ao Terreiro do Paço... e assim, pouco antes das nove horas da manhã, os fidalgos começaram a aparecer como em passeio, com um ar perfeitamente natural. Era um sábado, esse dia que ficaria para sempre registado na História — um frio mas luminoso sábado do Outono português. A pé, a cavalo ou em coches, os homens que iam restaurar Portugal iam chegando tranquilamente, e antes ainda das nove todos eles ocupavam os seus postos. Era tão completa a confiança no êxito da empresa que, tendo João Pinto Ribeiro encontrado um amigo que lhe perguntou aonde ia, lhe respondeu serenamente:
Não se preocupe. Vamos ali abaixo, à sala real, e num instante tiramos um rei e pomos outro...

Um velho provérbio latino diz que "a fortuna protege os audaciosos" (audaces fortuna juvat), e não muitas vezes terá tido tão perfeita significação...

Requiem por um regime decadente

Por João Mattos e Silva

Talvez porque as comemorações do centenário da República se aproximam, talvez porque o Estado republicano e os activistas republicanos do costume se vão preparando para glorificar a I República que nasceu de um crime, várias traições e virar de casacas e de um golpe de estado militar e continuou na balbúrdia, no desgoverno, na crise económica e financeira até que novo golpe de estado militar impôs uma ditadura e assegurou um regime autoritário durante quase meio século, que se saneou as finanças públicas impôs pela força de "uns abanões" o pensamento único e o partido único, a III República, que se seguiu a outro golpe de estado militar, vai-se parecendo cada vez mais com o regime implantado em 1910. Assim haverá muito mais para celebrar: não será só o passado, mas também o presente. A projectar-se no futuro, se os portugueses não disserem - basta! E é urgente que se faça ver aos portugueses, que têm andado enganados tempo demais, que não podem continuar "amarrados a um cadáver".

Estes últimos tempos têm sido pródigos em evidências de que o regime se vai esgotando e enredando nas suas contradições. Desde as ameaças de pronunciamentos militares, chamadas eufemisticamente de perigo de umas "rapaziadas", quando aos militares o governo não dá a importância que as suas reivindicações corporativas julgam merecer, ao funcionamento regular das instituições democráticas na Madeira, onde o Parlamento regional toma decisões anti-constitucionais sem que o Presidente da República, que constitucionalmente é o seu garante, tome a única decisão aceitável, que seria a sua dissolução imediata, aos condicionamentos à liberdade de expressão por parte do governo e dos seus "comissários" colocados no aparelho do Estado, aos casos de amiguismo que se vão sucedendo nas nomeações para altos cargos do Estado, no estrito respeito da "ética republicana", aos casos de corrupção na Administração Central e nas autarquias, ao caos na Educação, com os erros e a prepotência do ministério ao impor as suas políticas e ao desrespeitar e achincalhar quem os terá de aplicar e a resposta de classe dos professores em manifestações e greves e, agora, dos alunos que, instigados pelo exemplo reivindicativo e "educativo" dos professores, contestam também o seu Estatuto e fazem arruaças inaceitáveis aos membros do governo do sector, depois dos desmandos na escolas e do desrespeito aos seus mestres.

Estes meros exemplos têm como pano de fundo a crise financeira do País, agravada pela crise internacional, e a crise social que vai crescendo assustadoramente, com o desemprego a aumentar todos os dias, com o empobrecimento das famílias cada vez maior, com o aumento da insegurança, não apenas do ponto de vista criminal, com um ambiente pesado de indiferença e desinteresse pelos valores e pela vida cívica, e por tudo o que não seja a sobrevivência a curto prazo, da maioria dos portugueses. Crise, afinal, de um regime que se vai esgotando, corroendo e corrompendo e chegará à festa dos cem anos decrépito, sem que as operações de cosmética de inaugurações de frentes ribeirinhas e outras obras e eventos "para inglês ver" não enganem apenas os incautos e os míopes.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Galeota Real D. João VI:Restauro junta Ministros da Cultura de Portugal e do Brasil

A Galeota de D. João VI, embarcação original utilizada pela Família Real Portuguesa para transporte e actos reais, é apresentada hoje no Rio de Janeiro após cinco meses de restauro. Considerada uma das mais importantes relíquias históricas que marcam o período da Monarquia no Brasil, a Galeota Real, actualmente parte do acervo do Espaço Cultural da Marinha.

A cerimónia de apresentação do restauro conta com a presença do ministro da Cultura de Portugal, José António Pinto Ribeiro, e do seu homólogo brasileiro Juca Ferreira. O pequeno barco foi construído na Bahia e chegou ao Rio de Janeiro em 1818 para ser oferecido ao rei D. João VI. A Galeota Real, também denominada como Galeota de D. João VI, é uma pequena galé, um tipo de embarcação movido a remos. Com casco de madeiras nobres e dourado a folha de ouro, tem 24 metros de comprimento. Na popa, possui um camarote forrado de veludo, ricamente decorado, e, na proa, a carranca de um dragão, símbolo da Casa de Bragança.

O trabalho de restauro e redouramento, a cargo da Espírito Santo Cultura entidade ligada ao Grupo Espírito Santo, em Portugal, começou em Junho deste ano. A equipa de restauradores foi composta por técnicos portugueses e brasileiros, reportando a técnicas do século XVIII. A Galeota foi de Salvador rebocado por um navio à vela, para em apenas onze dias, aportar no Rio. Inspirada na Galeota Grande e na Saveira Dourada, que atendiam a Família Real Portuguesa em Lisboa, a Galeota Real foi construída em 1808 por determinação do conde da Ponte, nos estaleiros do Arsenal da Capitania da Bahia em Salvador, para o serviço particular do Príncipe-regente, no contexto da transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821).

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O senhor do trono...

Do blogue http://rouxinoldebernardim.blogspot.com/2008/10/o-senhor-do-trono.html

Confesso que não sendo monárquico, tenho simpatia pelo Duarte Pio, um cidadão com formação humanista e de um civismo exemplar, que ombreia com muitos políticos republicanos em termos de capacidade intelectual.Foi tenente miliciano na Força Aérea (piloto aviador em Angola) dando sempre uma exemplar prova de maturidade e de grande visão histórica. Tal como Manuel Alegre (em Angola) tinha uma visão futurista diferente da grande maioria, e isso não raras vezes lhe causou engulhos. Embora nascido na Suíça (na embaixada de Portugal) teve em Portugal a sua formação (frequentou o colégio Nun'Alvares em Caldas da Saúde-Santo Tirso) (1957 a 1959).
Enfim, Duarte Pio é um portador de qualidades!

Embora de sangue azul tem na alma o rubro da alegria de viver e no sentimento o verde da ecologia sempre presentes. Amante da caça e apaixonado pela Natureza, tem na sua afeição pelas coisas de Deus um dom inigualável. Seu padrinho de batismo foi o próprio Papa Pio XII. Enfim, estamos na presença de um ícone da realeza mundial, uma figura acima do patamar vulgar de lineu, mas sempre modesto, sempre simples, capaz de jogar uma sueca e beber um copo de maduro tinto com a malta. Enfim, um puro-sangue lusitano.
Não envergonharia a República tê-lo ao leme!
Pai extremoso de D. Afonso Maria, Dona Francisca e de D. Dinis, merece figurar em lugar de destaque nesta galeria de "Senhores" que, um dia que eu já esteja nas praias do Além, possa ser editado e dado a conhecer aos vindouros como o tributo de alguém que amou a vida e se deixou apaixonar pelas almas imorredouras em Portugal nascidas e capazes de servirem de exemplo ao mundo inteiro, de forma intemporal e duradoura.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Entrevista a SAR D. Duarte, no 5 de Outubro de 2008

Entrevista da SIC a SAR D. Duarte a 5 de Outubro de 2008, a propósito do 98º infeliz aniversário da implantação da República.

http://www.youtube.com/watch?v=9QNHB0jTmKo

S.A.R. O Duque de Bragança em entrevista ao Semanário "O Diabo"

Sobre a ocupação espanhola de Olivença: "Quando um país assina um tratado e não o cumpre, está a violar o Direito Internacional".

- Assinalam-se 207 anos sobro a ocupação de Olivença e este mês celebra-se o Tratado de Alcanices que ficou as fronteiras entre Portugal e Espanha. Na sua opinião, tem existido violação do Direito Internacional por parte de Espanha?
DOM DUARTE DE BRAGANÇA —Quando um país assina um tratado e não o cumpre, está a violar o Direito internacional...
- Em termos constitucionais e diplomáticos que comentário lhe merece este diferendo que opõe Portugal e Espanha há vários anos?
S.A.R. - Trata-se simplesmente do abuso de uma situação de "facto consumado", quando após a assinatura da paz, a Espanha recusou-se a cumprir o que assinou. O novo governo acreditou que tudo seria resolvido pacificamente, mas já se passou muito tempo, e a população portuguesa não foi autorizada a regressar às suas casas. E e os que ficaram foram sendo assimilados... Mas estes factos não nos retiram os nossos direitos históricos!

"Ignorância face à mentalidade castelhana"

- Que razão poderá estar na origem da falta de uma atitude firme, por parte das autoridades portuguesas, para exigir a restituição do território, que é reclamado há mais de dois séculos?S.A.R. - Os nossos governos republicanos quiseram evitar problemas com os governos espanhóis, e prejudicar as boas relações, mas esse comportamento demonstra ignorância face á mentalidade castelhana. Eles só respeitam quem sabe exigir justiça, nunca quem se agacha...
- Há quem diga que esta é altura certa para colocar a questão de Olivença na agenda politica... concorda?
S.A.R. - Esta altura é tão boa como muitas outras, mas o facto de estarem os dois países juntos na União Europeia facilitaria uma solução inteligente. Por exemplo Olivença poderia ser um Principado Autónomo e zona franca como Andorra, em que os Chefes de Estado fossem o presidente da República de Portugal e o Rei de Espanha. Ou mais simplesmente reconhecido como território português sob administração autónoma, e a população teria dupla nacionalidade e gozaria das vantagens de uma zona franca. Certamente essa proposta seria aceite com o maior interesse pelas suas gentes. Poderia até ter selos de correio próprios.
- Como caracteriza o comportamento do Governo português em todo este processo? Não deveria interessar-se mais por este assunto?
S.A.R. - Os nossos governos têm tido a prudência de nunca reconhecer directa ou indirectamente a soberania espanhola no grande concelho de Olivença, que incluí várias povoações, o que mantêm pelo menos a porta aberta...

- O que perde o nosso País com o facto de Olivença não ser reconhecida?
S.A.R. - Perdemos uma região com um bom potencial económico, agora que é banhada pelo lago de Alqueva, e que tem uma excelente área agricola. Mas trata-se sobretudo de uma questão de princípios e de honra, e isso ainda tem importância...
- E de ilegalidade?
S.A.R. - Em 1997 eu negociei com a Indonésia uma solução de compromisso que satisfazia os timorenses e Portugal, sem prejudicar muito a Indonésia. Todos aceitaram a minha proposta, mas o Governo Indonésio conduziu mal o assunto. Em consequência Timor ficou livre mas com elevadíssimos custos humanos e materiais, e a Indonésia saiu-se muito mal. A minha proposta leria evitado estas situações. Para se negociar uma solução de compromisso seria preciso que ambas as partes estivessem dispostas a negociar... Portugal, em contrapartida da abertura de negociacões, apoiaria Espanha na questão de Gibraltar. Se Espanha considera que o caso de Gibraltar não está encerrado, onde a população, em referendo manifestou a vontade de continuar a ser uma colónia da Coroa Britânica, tem de aceitar o mesmo para Olivença, independentemente do que os actuais "colonos" pensam. Não pode haver dois pesos e duas medidas, embora juridicamente os casos não sejam parecidos. Em todo o caso aconselho a todos que não deixem de lá ir. A população é simpática e a vila francamente muito bonita, com belos edifícios manuelinos.