quarta-feira, 25 de março de 2009

Parabéns Príncipe da Beira!

S.A.R. o Senhor D. Afonso de Santa Maria de Herédia de Bragança, Príncipe da Beira, Duque de Barcelos, nasceu a 25 de Março de 1996, em Lisboa.
Filho maior de SS.AA.RR. o Senhor D. Duarte Pio, Duque de Bragança e da Senhora D. Isabel de Herédia, comemora hoje o seu 13º aniversário.

A Real Associação de Beja deseja os Parabéns ao Senhor Dom Afonso de Bragança!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Património nacional: Mosteiro em Monção, fundado D. Afonso Henriques, à venda por 1M€

Um mosteiro em Longos Vales, Monção, fundado pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, está à venda por um milhão de euros, disse hoje fonte da autarquia.
A venda já inclui um projecto para a sua transformação em hotel rural.

O imóvel, localizado a três quilómetros da sede do concelho, está classificado de interesse municipal, pelo que a câmara tem preferência na sua aquisição, mas o autarca local, José Emílio Moreira, adiantou que não vai exercer esse direito, face aos "altos valores" envolvidos.
"Além do milhão de euros para a compra, seriam necessários mais dois milhões para as obras de remodelação, valores incomportáveis para os cofres municipais", sustentou o presidente da Câmara de Monção.
Há cerca de uma década, a câmara chegou a oferecer 250 mil euros pelo mosteiro, para aí instalar um centro de dia e um serviço de apoio domiciliário para idosos, mas o negócio não se consumou.
O imóvel acabou por ser vendido ao actual proprietário, um emigrante em França, que entretanto já o pôs à venda por um milhão de euros, acompanhado de um projecto para a sua reconversão em hotel rural.
"A zona é paradisíaca, tem uma vista fantástica para o rio Minho, um hotel rural encaixava ali perfeitamente", admitiu Moreira.
O projecto aponta para 25 quartos, mais três suites.

O mosteiro tem mesmo ao lado a Igreja Paroquial de Longos Vales, cuja capela-mor é monumento nacional, integrando os dois edifícios o roteiro "Românico da Ribeira Minho", elaborado pela antiga Região de Turismo do Alto Minho.

Mandado construir em 1140 pelo primeiro rei de Portugal, o convento recebeu Carta de Couto em 1197, concedida por D. Sancho I. Em 1551, por Bula do Papa Júlio III, foi doado aos jesuítas. Em 1774, por "Régia e Beneficente Doação", passou para as mãos da Universidade de Coimbra.
No primeiro quartel do século XIX, o rei D. João VI doou-o a um médico de Monção, como recompensa por o ter tratado de uma doença que o afligia, e a partir daí continuou sempre em mãos privadas.
Em 2008, um outro antigo convento - dos Capuchos - erigido em meados de 1500 no centro de Monção, reabriu transformado em hotel rural, com 24 quartos, num investimento de três milhões de euros.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Reis da Jordânia visitam Portugal

Os reis da Jordânia realizam uma visita oficial a Portugal segunda-feira e terça-feira, a convite do Presidente da República, durante a qual a rainha Rania receberá um prémio do Conselho da Europa.
A comitiva jordana integrará diversos membros do governo e uma significativa delegação empresarial.
O rei Abdullah II e a rainha Rania serão recebidos segunda-feira de manhã no Palácio de Belém pelo Presidente Aníbal Cavaco Silva e Maria Cavaco Silva.

Depois das honras militares, o Presidente português e o rei jordano têm marcado um encontro no final do qual estão previstas declarações à imprensa.
Num programa separado, Maria Cavaco Silva e a rainha Rania visitam o Museu Nacional dos Coches.
Segunda-feira à tarde, o rei da Jordânia encontra-se com o presidente da Assembleia da República e representantes dos partidos políticos com assento parlamentar.
No parlamento, o rei Abdullah II assistirá à cerimónia de entrega do prémio do Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, que distingue este ano a rainha Rania e o antigo Presidente português Jorge Sampaio.
À noite os monarcas jordanos são os convidados de honra de um banquete oferecido pelo chefe de Estado português, no Palácio Nacional da Ajuda.

Terça-feira, de manhã, o rei da Jordânia encontra-se com empresários que participam no "Seminário sobre oportunidades de negócio na Jordânia" e visita depois a Farmacêutica Hikma, em Sintra.
Abdullah II termina a manhã com um encontro com o primeiro-ministro português, José Sócrates, a que se segue um almoço de trabalho.
A rainha Rania tem também terça-feira um programa separado, visitando com Maria Cavaco Silva a Escola Miguel Torga na Amadora, onde está previsto um encontro com 18 alunos do "Projecto Geração/Oportunidade".
A partida dos reis da Jordânia de regresso a Amã está marcada para o início da tarde.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Autarca do PSD ameaça desfilar pelas ruas de Tabuaço com a bandeira da Monarquia

José Pinto dos Santos: “Em 100 anos, a República não construiu um único metro de estrada nova em Tabuaço”.

Aos 58 anos, depois de ter passado vinte sem ninguém o ouvir dar um murro na mesa, fez uma ameaça que, apesar de inofensiva, tem o mesmo efeito de uma declaração de independência: “Se até ao dia 5 de Outubro de 2010 [data do centenário da República] não houver um metro de estrada nova em Tabuaço, nesse dia, eu, humildemente, visto uma túnica e coloco uma coroa de espinhos e, em gesto de agradecimento, empunho a bandeira da Monarquia, porque a da República não nos valeu de nada”, e disse-o no dia 9 de Março de 2009.

Pinto dos Santos, o social-democrata que preside à Câmara Municipal de Tabuaço (Tabuaço é uma vila portuguesa no Distrito de Viseu, Região Norte e subregião do Douro, com cerca de 1 800 habitantes) desde 1989, “iluminou-se” em Lisboa, onde se formou em Direito na Universidade Clássica, e veio fazer carreira para uma das mais pacatas e isoladas vilas durienses, rodeada de fraguedos, despenhadeiros e vales ancaixados cobertos de vinhas e bosquetes. Aos 58 anos, depois de ter passado vinte sem ninguém o ouvir dar um murro na mesa, faz uma ameaça que, apesar de inofensiva, tem o mesmo efeito de uma declaração de independência.

Fizeram-se alguns melhoramentos, mas as estradas que existem são do tempo da Monarquia”, lembra. “É um martírio chegar e sair de Tabuaço. As pessoas até chegam cá amarelas”, continua Pinto de Sousa.

terça-feira, 10 de março de 2009

Afirmações indecorosas de Manuel Alegre


O vice-presidente da Assembleia da República Manuel Alegre (PS) afirmou que:

"D. Afonso Henriques também não era um democrata exemplar", não partilhando da opinião do BE sobre as critícas ao presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

Estas afirmações põem bem a nú a falta de informação histórica de um "histórico" republicano português. A aleivosia surge de forma fácil, estabelecendo um ridículo termo de comparação entre um Rei medieval português e um "estadista" não eleito em pleno século XXI. Trata-se de mais um contributo organizado para tratar a História de Portugal de forma banal, relativizando-a o mais possível, com objectivos inconfessáveis.
Haja vergonha!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Fundação D. Manuel II promove "Peregrinação ao Vaticano"

"Desde a restauração da independência de Portugal que os espanhóis passaram a ver o condestável com maus olhos. E esta foi a grande razão pelas qual o processo de canonização nunca foi para a frente.", diz S.A.R. O Senhor D. Duarte de Bragança, seu descendente e um dos grandes promotores da causa. D. Nuno passará a santo em cerimónias em Fátima ou Vila Viçosa.

D. Duarte de Bragança desenvolveu, a partir de 2000, contactos com as igrejas espanhola e portuguesa, para que este processo fosse reconhecido e avançasse. Contudo, reconhece, a guerra colonial, nos anos 60 também terá dado um contributo para os atrasos neste processo, que se arrastou durante décadas, porque D. Nuno Álvares Pereira era um militar.

O Papa Bento XVI anunciou a canonização de dez beatos, entre os quais o português Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, de acordo com um comunicado do Vaticano. Nuno Álvares Pereira integra, ao lado de quatro italianos, o primeiro grupo, que será canonizado no dia 26 de Abril próximo.

O guerreiro e carmelita Nuno Álvares Pereira, que viveu entre 1360 e 1431, já fora beatificado em 1918 por Bento XV. Mas só nos últimos anos, a Ordem do Carmo (em que ingressou em 1422), em conjunto com o Patriarcado de Lisboa, decidiu retomar a defesa da causa da sua canonização. E o processo foi reaberto a 13 de Julho de 2004, nas ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa, em sessão solene presidida por D. José Policarpo. Uma cura milagrosa reconhecida pelo Vaticano, relatada por Guilhermina de Jesus, uma sexagenária natural de Vila Franca de Xira, que sofreu lesões no olho esquerdo, por ter sido atingida com salpicos de óleo a ferver quando estava a fritar peixe, foi o passo final.

Apesar dos atrasos, D. Duarte considera que a canonização de D. Nuno Álvares Pereira chegou no momento certo. "Porque os valores que ele defendia, como o amor pelos adversários, a tolerância religiosa e a defesa da pátria, estão nesta altura a precisar de ser realçados". D. Duarte recorda ainda que o processo de canonização esteve para ser concluído por decreto durante a segunda Guerra Mundial, pelo Papa Pio XII, mas o Governo português da altura não aceitou por considerar que não teria o mesmo valor. Agora, a Fundação D. Manuel II está a promover "uma peregrinação ao Vaticano" para assistir à cerimónia da sua canonização, diz o descendente da Família Real Portuguesa. Mas D. Duarte quer também que se realizem no mesmo dia cerimónias em Fátima e em Vila Viçosa. Esta, por ser um local a que o Santo Condestável estava muito ligado, tendo lá mandado construir uma igreja. E em Fátima, por ser um local de culto, mas também porque a vila pertence ao concelho de Ourém e D. Nuno Álvares Pereira era conde de Ourém, salienta D. Duarte.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

"Quem nos acode?" por Dom Vasco Teles da Gama

É em circunstâncias como aquela em que nos encontramos, que mais gritante se torna a falta de uma instituição real, com uma legitimidade exterior (e superior) aos descredibilizados circuitos político-partidários, que nos unisse na adversidade, assegurando simultaneamente que as medidas necessárias para enfrentar a crise, não se transformassem numa intolerável limitação às liberdades individuais, como a que está em curso.

A situação internacional, pelas suas características de colapso financeiro, impunha medidas excepcionais e urgentes, como atempadamente ocorreu no Reino Unido e noutras monarquias europeias.A república socialista que temos optou pela nacionalização da banca em dificuldades, sem cuidar de separar "o trigo do joio", numa vertigem de recuar a história ao gonçalvismo, pois sabem, pela sua cartilha, que controlando o sistema financeiro, deixam refém do governo todo o tecido produtivo do País.
Ora esta verdade, cujas funestas consequências ficaram bem patentes há cerca de vinte anos, aquando da queda do comunismo na Europa, tem trazido consigo uma intolerável arrogância no exercício do poder, de que são paradigmas um trauliteiro estalinista que dá pelo nome de Santos Silva, bem como a deriva do Primeiro-Ministro, quer fazendo-se vítima de cabala no vergonhoso caso do Freeport, quer avançando com propostas fracturantes de legalização de casamentos entre homossexuais, quer ainda afrontando o presidente a propósito do estatuto autonómico dos Açores.

A cobiça imobiliária põe em causa a continuidade do Hospital D. Estefânia, projecto pioneiro em Portugal para a saúde infantil, criado por vontade e pago com o dote da malograda Rainha que lhe deu o nome. O governo vende património imobiliário a uma empresa pública, à qual depois o aluga por forma a equilibrar as contas públicas, cada vez mais deficitárias, não só graças à ajuda aos bancos, mas também ao sempre crescente número de funcionários públicos. Quanto isso nos irá custar no futuro, é coisa a que são indiferentes, interessados que estão apenas em que os resultados da recondução do rebanho às urnas os mantenham à mesa do orçamento.

O presidente, como abundantemente tem sido afirmado nesta coluna, acha-se impotente para agir, mau grado o esforço despendido a disfarçar a nódoa da origem partidária, que será recuperada mal desagrade ao governo, com as conhecidas e habituais acusações de força de bloqueio. E a nós, Portugueses, quem nos acode?