domingo, 22 de novembro de 2009

Comemora hoje 43 anos S.A.R. A Senhora Dona Isabel Inês de Castro Curvelo de Herédia de Bragança, nascida em 22 de Novembro de 1966.
Casou em 13 de Maio de 1995 com S.A.R. O Senhor Dom Duarte Pio, Duque de Bragança.

Até 1976 viveu entre Portugal e Angola e estudou no Colégio das Doroteias. Em 1976 a sua família mudou-se para o Brasil. Estudou então em S.Paulo, no Colégio de S. Luís, da Companhia de Jesus, até 1988.
Licenciou-se em Administração de Empresas na Universidade Getúlio Vargas em 1990. Nesse ano regressou a Portugal e iniciou a sua actividade profissional numa empresa financeira, a BMF - Sociedade de Gestão de Patrimónios, S.A. onde esteve até 1995.

É patrona de algumas instituições, de entre as quais:

· Refúgio Aboim Ascensão - Faro;
· Ajuda ao Recém Nascido (Instituição ligada à Maternidade Alfredo da Costa);
· Associação Trissomia 21;
· Associação Portuguesa de Miastenia Grave e Doenças Neuro-Musculares;
· Ajuda de Berço;
· Associação "Os Francisquinhos".

S.A.R, a Senhora Duquesa de Bragança é Grã-Mestra da Real Ordem de Sta Isabel, Grã-Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e Dama Grã-Cruz de Honra e Devoção da Ordem Soberana e Militar de Malta.

A S.A.R. os nossos Parabéns.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"Três tiros que abalaram a Monarquia"

Lapa: moradores convidados para "Três Tiros na Monarquia".

A Junta de Freguesia da Lapa, em Lisboa, está a convidar os moradores do bairro a participar na visita "Três Tiros que Abalaram a Monarquia", a decorrer dia 20 de Novembro, as partir das 14:30. Trata-se de uma visita guiada pedestre aos locais onde ocorreram os acontecimentos históricos associados ao Regicídio, segundo o divulgado em comunicado.

O percurso começa no Café Gelo (local escolhido pelos regicidas para os últimos preparativos), seguindo para Praça do Comércio (onde ocorreu o Regicídio), Capela de S. Roque do Arsenal da Marinha (onde permanecem os corpos reais em “camara-ardente”) e Paços do Concelho (onde foram acolhidos os corpos regicidas). Para participar, é necessário fazer inscrição prévia na Junta de Freguesia da Lapa.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Rei da Tailândia ainda internado perturba a Bolsa

Tem 81 anos, é o mais antigo monarca do mundo em exercício e essencial para a estabilidade política do seu país - a Tailândia. A 19 de Setembro, uma infecção pulmonar obrigou o Rei Bhumibol Adulyadej a ser internado no hospital Siriraj de Banguecoque, onde ainda se encontra.

Ontem, rumores sobre a deterioração do estado de saúde do monarca tiveram efeitos negativos na Bolsa do país: caiu 2,04 %. O que levou o Palácio Real a emitir um comunicado onde se afirma ser bom o "estado de saúde geral" do monarca. "A infecção no pulmão está praticamente curada", garante o documento, com base em informação da equipa médica responsável pelo Rei. Mas, sublinha o texto, "uma recuperação completa leva algum tempo, o que é normal para uma pessoa da sua idade". Assim, o Rei irá ficar ainda algum tempo no hospital.

domingo, 13 de setembro de 2009

Duque de Bragança na tomada de posse do Presidente guineense

Malam Bacai Sanhá, do Partido Africano da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), tomou posse como Presidente guineense, em cerimónia que decorreu no Estádio 24 de Setembro, em Bissau.

Estiveram presentes os seus homólogos de Cabo Verde, Pedro Pires, Senegal, Abdoulaye Wade, Gâmbia, Yaya Jameh, Nigéria, Umaru Yar’Adua, Burkina Faso, Blaise Campaoré, e República Árabe Saraui Democrática, Mohamed Abdelaziz. Bem como o vice-presidente do Parlamento angolano, João Lourenço, e o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado.
Outros convidados para a cerimónia foram o primeiro-ministro da República da Guiné (Conacri), Kobine Komara, o vice-primeiro-ministro timorense José Luís Guterres, o ministro moçambicano da Defesa, Filipe Nyusi, o Duque de Bragança e o secretário-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que é o guineense Domingos Simões Pereira.
As Nações Unidas fizeram-se representar pelo secretário-geral adjunto para os assuntos políticos, o eritreu Hailé Menkerios.
A cerimónia principiou com mais de tres horas de atraso devido à chegada tardia do Chefe de Estado nigeriano, actualmente na presidência da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). Foi transmitida em directo pela televisão guineense e pela RDP-África.
Sanhá foi o vencedor da segunda volta das presidenciais guineenses, dia 26 de Julho, sucedendo assim a João Bernardo “Nino” Vieira, assassinado em Março, em circunstâncias ainda por esclarecer. Anteriormente, como presidente da Assembleia Nacional, ele já chefiara interinamente o Estado entre 1999 e 2000, depois da deposição de “Nino” por uma junta militar, no termo do primeiro período em que esse antigo guerrilheiro esteve no poder.

Sanhá, de 62 anos, é o quarto Presidente efectivo da Guiné-Bissau, depois de Luís Cabral, “Nino” Vieira e Kumba Ialá. Mas entretanto também houve outros dois presidentes interinos. Henrique Pereira Rosa e Raimundo Pereira, este último desde há seis meses.
O novo Chefe de Estado irá coabitar com um Governo chefiado pelo líder do PAIGC, Carlos Gomes Júnior, num sistema que ele próprio referiu como semi-presidencial. E é em conjunto que os dois homens terão de decidir se mantêm ou substituem o actual Estado-Maior General das Forças Armadas, chefiado por José Zamora Induta, capitão-de-mar-e-guerra, posto equivalente ao de coronel do Exército.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Bandeira monárquica hasteada nos Paços do Concelho de Lisboa

Um grupo de elementos ligados ao blogue 31 da Armada, os Darth Vader, conseguiu hastear uma bandeira da Monarquia nos Paços do Concelho, em Lisboa, naquilo que o blogue apelida de 'guerrilha ideológica'.

O sucedido foi relatado no próprio blogue, com fotos do sucedido. “É o contributo do 31 para as comemorações do centenário da república”, pode ler-se num comuniicado e no blogue, segundo o qual a bandeira hasteada já foi retirada.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A magia da monarquia

Crianças recebem uma carta da Rainha de Inglaterra..

Lá se vai a teoria de que os realistas estão a definhar em deterimento de um futuro que pertence a uma vaga e brilhante republica” (artigo publicado no The Monarchist questiona o impacto do ideário republicano, na Austrália, nas camadas mais jovens).
Em Portugal a indiferença dos mais jovens pelo regime e o que ele representa (ou deveria representar) é brutalmente contrastante com a realidade noutros paises (todos eles mais desenvolvidos) europeus que permaneceram ou retornaram à monarquia. De facto Portugal é a par com a Grécia um dos paises onde os jovens mais gostam da História… com a correcta adenda de que falamos da História de Portugal até ao inicio do sec XX, pois daí para a frente a amnésia é total e preocupante para um País europeu no sec XXI. Podemos contar pelos dedos da mão o número de jovens que sabe o nome do 1º Presidente da Republica e compará-lo com a quantidade de jovens que sabe quem foi D. Carlos. Talvez não seja o caso de falha curricular mas antes uma clara percepção da qualidade intrínseca ás duas figuras.
O que não é relevante cai nos anais do esquecimento.

The Magic of Monarchy
So much for the theory that monarchists are dying off at an accelerating pace and the future belongs to some vague shiny republic. The fact of the matter is monarchists are born every minute, it is the futile task of every republican to indoctrinate them into some corrective educational program before they become the future. Judging from this photo, they might want to hurry!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O príncipe que enganou Franco

Em 1969, a guerra civil de Espanha já tinha terminado há mais de três décadas. Francisco Franco, que liderou as forças nacionalistas até à vitória nessa sangrenta contenda, era o líder supremo e indisputado do país. Restava a dúvida, contudo, sobre o que se passaria depois da sua morte.

Há que lembrar, para se compreender bem a situação, que as forças nacionalistas que venceram a guerra não eram uniformes. Ao lado dos elementos do exército regular, combateram milhares de falangistas, seguidores de uma ideologia muito semelhante ao fascismo italiano e que incluía uma significativa corrente republicana de direita.
Lutaram também voluntários católicos que, simplesmente, não se reviam no regime que levou a cabo a maior perseguição à Igreja Católica de história de Espanha; monárquicos constitucionalistas, defensores do regime que imperou até à abdicação de Afonso XIII, e os lendários requetés, monárquicos tradicionalistas defensores da dinastia carlista.

Franco acabou por tomar uma decisão peculiar. Restaurar a dinastia de Afonso XIII, sim, mas não na pessoa do então herdeiro Juan, conde de Barcelona. O professor e historiador Mendo Castro Henriques, explica que “existiu um acordo tácito entre o conde de Barcelona e Francisco Franco de que seria instaurada a chefia de Estado real, mas com um rosto novo”, uma vez que Franco não confiava em Juan de Bourbon para manter o seu regime autoritário.
Por isso, quando no dia 22 de Julho de há 40 anos Franco tornou pública a decisão de que o jovem príncipe Juan Carlos lhe sucederia no poder, não foi grande a surpresa.

"A decisão era esperada, mas não se sabia a identidade que Juan Carlos criaria. Juan Carlos viveu até aos dez anos em Portugal com seus pais, de quem recebeu os princípios da monarquia parlamentar. Depois, foi para Espanha, a fim de ser educado como herdeiro do trono e comandante das forças armadas. Durante os anos do fim do franquismo, foi visto como um ‘bom aluno’ de Franco. Mas o próprio generalíssimo galego foi enganado. Juan Carlos construiu a sua identidade e rede de contactos que lhe permitiram liderar a transição democrática”, explica o professor da Universidade Católica e do Instituto de Democracia Portuguesa.
Esta identidade de Juan Carlos revela-se, já Rei, quando põe fim ao levantamento militar que protestava contra a democratização do país. Aí, torna-se definitivamente Rei, não só dos monárquicos, mas de todos os espanhóis, passando a contar com a fidelidade até do partido comunista.

O seu pai, o Conde de Barcelona, morreu em 1993, 28 anos depois de Franco, o homem que o impediu de ser Rei, mas que não pode impedir que a sua visão para Espanha se concretizasse.