Assim sendo, apelemos a que divulguem esta informação e (por este e outro meios) procurem também contribuir para o esclarecimento desta questão.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Atenção ao não credível Jornal Monárquico!
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Alexandre da Bélgica (1942 - 2009)
Por Embaixador José CutileiroO príncipe belga era um homem culto, letrado e sensível mas com tal horror da vida pública que se casou em segredo, e só anos depois tornou público o seu novo estado civil.
O príncipe Alexandre Emanuel Henrique Alberto Maria Leopoldo da Bélgica, que morreu de uma embolia pulmonar quando fazia os seus exercícios diários no ginásio da moradia de Rhode Saint-Genèse, um dos arredores confortáveis de Bruxelas, onde vivia com a mulher, a princesa Leha e os filhos desta, na manhã de domingo, 29 de Novembro, era príncipe de sangue da Casa Real belga, meio-irmão muito mais novo do rei Alberto II, do rei que precedera este, Balduíno I, e da grã-duquesa-mãe do Luxemburgo Josefina-Carlota, todos filhos do rei Leopoldo III, mas ao contrário dos irmãos mais velhos não fazia, por assim dizer, inteiramente parte da dinastia reinante pois à nascença o rei Leopoldo estipulara que ele (e qualquer outro filho que tivesse do mesmo leito) não poderia ser pretendente ao trono do rei dos belgas.
Em 1935, cinco anos antes de a Segunda Guerra Mundial ter levado à Bélgica a invasão e a ocupação alemãs, Leopoldo III, coroado em 1934, enviuvara da rainha Astrid, nascida na família real sueca, num desastre do automóvel que ele próprio conduzia durante férias nos Alpes suíços, deixando órfãs as crianças Josefina-Carlota, Balduíno e Alberto e deixando também no povo, quer valão quer flamengo, grande saudade da jovem rainha que era muito bonita e viera temperar a altivez rígida dos Saxe-Coburgo com o à-vontade afável dos Bernardotte. Não havia ainda nesse tempo televisão nem internet mas esboçou-se mesmo assim na Bélgica um culto pela sua memória.
Entretanto, chegou o assalto nazi à Europa e enquanto o rei Haakon da Noruega e a rainha Juliana da Holanda partiram para Londres para não terem que coabitar com os invasores dos seus países e ajudaram a animar do exílio a chama da resistência ao ocupante e o rei Cristiano da Dinamarca, embora ficando em Copenhaga, se conservava distante das autoridades invasoras e protestava invariavelmente contra perseguições e deportações dos seus súbditos, resistentes ou judeus, Leopoldo III, que declarara por iniciativa própria a rendição da Bélgica antes das suas tropas terem cessado de combater, não acompanhara a Londres o governo belga que lá se refugiara mostrando mesmo falta de solidariedade com este, ignorando pedidos de intervenção junto do invasor para impedir o fuzilamento de reféns ou o degredo para trabalhos forçados na Alemanha de compatriotas seus, reinava em harmonia com as autoridades fantoches, submissas aos alemães.
Recuperado do desgosto da viuvez apaixonara-se por uma burguesa belga, Lilian Baels, a quem deu quando com ela casou em 1941 o título de princesa de Réthy, com fama de simpatias pró-alemãs, que as flores e parabéns mandados por Hitler aos noivos não ajudaram a desvanecer e mais o separaram ainda da população. Em Junho de 1944, os ocupantes em retirada levaram Leopoldo e a família para a Alemanha; acabariam por ser libertados pelos americanos em Salzburgo em Maio de 1945. Mal-querido entre os seus, não voltou logo, ficando o irmão Carlos como regente; conseguiu retomar o trono nomeando Balduíno seu lugar-tenente mas o mal-estar não parou de crescer e teve de abdicar nele, sendo mais tarde obrigado a trocar o palácio de Laaken pelo castelo de Argenteuil, para não influenciar o filho.
Após a sua morte, o governo belga não autorizou a família - a princesa viúva, Alexandre e suas duas irmãs - a continuar a viver no castelo.Infância e adolescência assim dilaceradas marcaram para sempre Alexandre, homem culto, letrado e sensível mas com tal horror da vida pública que se casou em segredo, com uma senhora já mãe de filhos, apenas anos depois divulgando o seu novo estado. Apesar de próximo do irmão rei raramente era visto. Só quando morreu muitos se lembraram de que fora vivo.
Há dias, outro belga, de origem anónima para o mundo, ascendeu de repente à ribalta como presidente da União Europeia. Na véspera, este belga, nascido no fulgor da primeira família do reino, sumia-se discretamente como há muito tempo decidira viver.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Bélgica: Rei Alberto II dá posse a novo governo
Yves Leterme tomou hoje posse como Primeiro-Ministro belga perante o Rei Alberto II, onze meses depois da demissão.
O cristão-democrata flamengo deixa a pasta dos Negócios Estrangeiros para substituir Herman Van Rompuy, nomeado para a presidência do Conselho Europeu.
A escolha rápida de Leterme é justificada pelos cinco partidos da coligação governamental como uma forma de evitar nova crise política.
Na equipa de governo surge apenas um novo rosto, Steven Vanackere, para chefiar a diplomacia belga. Os restantes elementos são os mesmos que acompanharam Van Rompuy, que conseguiu pacificar os conflitos entre flamengos e francófonos.
Van Rompuy apresentou a demissão ao Rei belga, na manhã de quarta-feira . O futuro presidente do Conselho Europeu considera que Leterme “tem agora uma segunda hipótese e dispõe de todos os elementos para provar que é um bom chefe do Governo”. Van Rompuy espera que “tenha sucesso”.
[Imperou a "estabilidade", palavra querida às monarquias constitucionais europeias.]
O cristão-democrata flamengo deixa a pasta dos Negócios Estrangeiros para substituir Herman Van Rompuy, nomeado para a presidência do Conselho Europeu.
A escolha rápida de Leterme é justificada pelos cinco partidos da coligação governamental como uma forma de evitar nova crise política.
Na equipa de governo surge apenas um novo rosto, Steven Vanackere, para chefiar a diplomacia belga. Os restantes elementos são os mesmos que acompanharam Van Rompuy, que conseguiu pacificar os conflitos entre flamengos e francófonos.
Van Rompuy apresentou a demissão ao Rei belga, na manhã de quarta-feira . O futuro presidente do Conselho Europeu considera que Leterme “tem agora uma segunda hipótese e dispõe de todos os elementos para provar que é um bom chefe do Governo”. Van Rompuy espera que “tenha sucesso”.
[Imperou a "estabilidade", palavra querida às monarquias constitucionais europeias.]
domingo, 22 de novembro de 2009
Comemora hoje 43 anos S.A.R. A Senhora Dona Isabel Inês de Castro Curvelo de Herédia de Bragança, nascida em 22 de Novembro de 1966.Casou em 13 de Maio de 1995 com S.A.R. O Senhor Dom Duarte Pio, Duque de Bragança.
Até 1976 viveu entre Portugal e Angola e estudou no Colégio das Doroteias. Em 1976 a sua família mudou-se para o Brasil. Estudou então em S.Paulo, no Colégio de S. Luís, da Companhia de Jesus, até 1988.
Licenciou-se em Administração de Empresas na Universidade Getúlio Vargas em 1990. Nesse ano regressou a Portugal e iniciou a sua actividade profissional numa empresa financeira, a BMF - Sociedade de Gestão de Patrimónios, S.A. onde esteve até 1995.
É patrona de algumas instituições, de entre as quais:
· Refúgio Aboim Ascensão - Faro;
· Ajuda ao Recém Nascido (Instituição ligada à Maternidade Alfredo da Costa);
· Associação Trissomia 21;
· Associação Portuguesa de Miastenia Grave e Doenças Neuro-Musculares;
· Ajuda de Berço;
· Associação "Os Francisquinhos".
S.A.R, a Senhora Duquesa de Bragança é Grã-Mestra da Real Ordem de Sta Isabel, Grã-Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e Dama Grã-Cruz de Honra e Devoção da Ordem Soberana e Militar de Malta.
A S.A.R. os nossos Parabéns.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
"Três tiros que abalaram a Monarquia"
Lapa: moradores convidados para "Três Tiros na Monarquia".A Junta de Freguesia da Lapa, em Lisboa, está a convidar os moradores do bairro a participar na visita "Três Tiros que Abalaram a Monarquia", a decorrer dia 20 de Novembro, as partir das 14:30. Trata-se de uma visita guiada pedestre aos locais onde ocorreram os acontecimentos históricos associados ao Regicídio, segundo o divulgado em comunicado.
O percurso começa no Café Gelo (local escolhido pelos regicidas para os últimos preparativos), seguindo para Praça do Comércio (onde ocorreu o Regicídio), Capela de S. Roque do Arsenal da Marinha (onde permanecem os corpos reais em “camara-ardente”) e Paços do Concelho (onde foram acolhidos os corpos regicidas). Para participar, é necessário fazer inscrição prévia na Junta de Freguesia da Lapa.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Rei da Tailândia ainda internado perturba a Bolsa
Tem 81 anos, é o mais antigo monarca do mundo em exercício e essencial para a estabilidade política do seu país - a Tailândia. A 19 de Setembro, uma infecção pulmonar obrigou o Rei Bhumibol Adulyadej a ser internado no hospital Siriraj de Banguecoque, onde ainda se encontra.
Ontem, rumores sobre a deterioração do estado de saúde do monarca tiveram efeitos negativos na Bolsa do país: caiu 2,04 %. O que levou o Palácio Real a emitir um comunicado onde se afirma ser bom o "estado de saúde geral" do monarca. "A infecção no pulmão está praticamente curada", garante o documento, com base em informação da equipa médica responsável pelo Rei. Mas, sublinha o texto, "uma recuperação completa leva algum tempo, o que é normal para uma pessoa da sua idade". Assim, o Rei irá ficar ainda algum tempo no hospital.
Ontem, rumores sobre a deterioração do estado de saúde do monarca tiveram efeitos negativos na Bolsa do país: caiu 2,04 %. O que levou o Palácio Real a emitir um comunicado onde se afirma ser bom o "estado de saúde geral" do monarca. "A infecção no pulmão está praticamente curada", garante o documento, com base em informação da equipa médica responsável pelo Rei. Mas, sublinha o texto, "uma recuperação completa leva algum tempo, o que é normal para uma pessoa da sua idade". Assim, o Rei irá ficar ainda algum tempo no hospital.
domingo, 13 de setembro de 2009
Duque de Bragança na tomada de posse do Presidente guineense
Estiveram presentes os seus homólogos de Cabo Verde, Pedro Pires, Senegal, Abdoulaye Wade, Gâmbia, Yaya Jameh, Nigéria, Umaru Yar’Adua, Burkina Faso, Blaise Campaoré, e República Árabe Saraui Democrática, Mohamed Abdelaziz. Bem como o vice-presidente do Parlamento angolano, João Lourenço, e o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado.
Outros convidados para a cerimónia foram o primeiro-ministro da República da Guiné (Conacri), Kobine Komara, o vice-primeiro-ministro timorense José Luís Guterres, o ministro moçambicano da Defesa, Filipe Nyusi, o Duque de Bragança e o secretário-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que é o guineense Domingos Simões Pereira.
As Nações Unidas fizeram-se representar pelo secretário-geral adjunto para os assuntos políticos, o eritreu Hailé Menkerios.
A cerimónia principiou com mais de tres horas de atraso devido à chegada tardia do Chefe de Estado nigeriano, actualmente na presidência da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). Foi transmitida em directo pela televisão guineense e pela RDP-África.
Sanhá foi o vencedor da segunda volta das presidenciais guineenses, dia 26 de Julho, sucedendo assim a João Bernardo “Nino” Vieira, assassinado em Março, em circunstâncias ainda por esclarecer. Anteriormente, como presidente da Assembleia Nacional, ele já chefiara interinamente o Estado entre 1999 e 2000, depois da deposição de “Nino” por uma junta militar, no termo do primeiro período em que esse antigo guerrilheiro esteve no poder.
Sanhá, de 62 anos, é o quarto Presidente efectivo da Guiné-Bissau, depois de Luís Cabral, “Nino” Vieira e Kumba Ialá. Mas entretanto também houve outros dois presidentes interinos. Henrique Pereira Rosa e Raimundo Pereira, este último desde há seis meses.
O novo Chefe de Estado irá coabitar com um Governo chefiado pelo líder do PAIGC, Carlos Gomes Júnior, num sistema que ele próprio referiu como semi-presidencial. E é em conjunto que os dois homens terão de decidir se mantêm ou substituem o actual Estado-Maior General das Forças Armadas, chefiado por José Zamora Induta, capitão-de-mar-e-guerra, posto equivalente ao de coronel do Exército.
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