segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Causa Real: Missa por S.M. El-Rei D. Carlos e S.A.R. O Príncipe D. Luis Filipe

Lembrando, no ano do centenário da República, o assassinato do Rei Dom Carlos e do Príncipe Real, percursor da implantação do regime republicano, a Real Associação de Lisboa manda celebrar Missa sufragando as suas alma no próximo dia 1 de Fevereiro pelas 19.00h, na Igreja da Encarnação, Largo das Duas Igrejas, ao Chiado.

A alteração do tradicional local da Missa e o facto de não haver romagem à Lápide que assinala na Praça do Comércio o local do Regicídio, deve-se às obras que decorrem tanto na Igreja de São Vicente de Fora e Panteão da Casa de Bragança como na referida Praça.
Convidam-se todos os Monárquicos a estarem presentes nesta celebração em memória do Soberano e do Herdeiro da Coroa de Portugal, recordando e homenageando o seu sacrifício ao serviço de Portugal

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Vergonha: PPM quer alterar Constituição e referendar Monarquia

O Partido Popular Monárquico (PPM), que hoje em dia nada representa em Portugal, diz quer alterar, já em 2010, a norma constitucional que impõe a forma republicana de Governo e desencadear um referendo sobre a monarquia, disse o líder dos populares-monárquicos.

Manuel Beninger adiantou que a República nunca foi questionada nem referendada em Portugal, sendo, por isso, "resultado da vontade de uma minoria".
"Se os republicanos estão assim tão certos da vontade do povo português, então porque não deixam fazer um referendo?", questionou, no final de um jantar de monárquicos, organizado em Braga, no qual participaram cerca de 100 pessoas, militantes e dirigentes do norte e do centro do País, representantes dos órgãos nacionais do partido, membros das casas reais (isto o que é?) e da Associação Real de Portugal.

Manifestando-se convicto de que "os portugueses quererão partir para uma representatividade nacional com um rei e não com um presidente", Manuel Beninger disse que "a democracia saída do 25 de Abril de 1974 mais parece uma República democrática da Roménia no tempo do Ceauscescu ou da Guiné-Bissau no tempo do Nino, já que impõe uma vontade que não é da maioria, mas da minoria".
Garantiu que os monárquicos vão estar activos no ano em que se comemora o centenário da primeira República. "Tivemos uma primeira República de terrorismo, uma segunda com 43 anos de ditadura e uma terceira, a do 25 de Abril, que priva os monárquicos da possibilidade de terem um cão", acusou.
Para alterar a constituição, o PPM pensa sensibilizar, de imediato, a opinião pública próxima do PSD e do CDS e, mais tarde, o PS. "Queremos uma lei fundamental igual para todos", frisou Beninger.

[Cambada... Fui ver quem era Manuel Maria Beninger Simões Correia. Sendo assim é licenciado em engenharia civil, e com "um vasto percurso profissional que se caracteriza por uma forte marca multidisciplinar. Tendo frequentado diversos cursos de música e línguas, utilizou essa bagagem académica na docência, que exerceu em várias escolas do ensino básico e secundário". "Muito ligado ao associativismo", colabora regularmente com vários órgãos de comunicação social e assina pontualmente contribuições em jornais de referencia, entre os quais o Diário do Minho, o Correio do Minho e Público. Foi presidente da juventude Monárquica em 1992 e cumpre actualmente mandato na Assembleia Municipal de Braga como deputado. Dedica-se empenhadamente às causas sociais, sendo um voluntário activo da Cruz Vermelha de Braga, na “Equipa de Rua” do “Projecto Aproximar”.
E é assim permitido que este indivíduo possa dizer tudo o que lhe vem à cabeça...]

Centenário da República – é grande o desespero e o despesismo

Serão mais de 500 iniciativas culturais, um pouco por todo o país, e prolongam-se por todo este ano, que marca o centenário da República, até Agosto de 2011. Haverá exposições a contar a história da implantação da República, mas também ciclos de debates, cinema, fotografia, festivais, ou exposições temáticas como aquela que mostrará a importância do ensino na I República.

No programa global encontram-se também exposições itinerantes, dentro e fora de Portugal, e exposições de arte, como a que se poderá ver no Museu Nacional de Arte Antiga sobre os primitivos da pintura portuguesa. Os amantes da música, da caricatura ou da banda desenhada, também não foram esquecidos no programa cultural ontem apresentado, na Biblioteca do Palácio da Ajuda, pelo presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR), Artur Santos Silva, a comissária Fernanda Rollo e a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.
Entre as mais de 50 iniciativas de instituições ligadas ao Ministério da Cultura, haverá textos encenados no Teatro Nacional São João, no Porto, e no Teatro Nacional Dona Maria, em Lisboa, um ciclo na Cinemateca em Lisboa e actividades ligadas a museus e bibliotecas por todo o país.
As celebrações do centenário, cujo programa está aberto e procura acolher iniciativas de fora da CNCCR, serão uma ocasião para descentralizar a cultura e redescobrir artistas ou dá-los a conhecer aos mais jovens. A ideia, sublinhou Fernanda Rollo, é criar uma ponte entre o passado e o futuro, valorizar o património e ver como através da evocação do passado histórico, este pode ser recriado e estimulado para um melhor conhecimento da cultura e da identidade.
Também foi sugerido que estas comemorações se prolonguem para além da efeméride e contribuam para uma reflexão sobre o que se quer da escola ou da cultura em Portugal. É esse, pelo menos, o desejo da comissão que dispõe de 10 milhões de euros do Orçamento do Estado para as comemorações.
Este momento de celebração é um momento que devemos àqueles que na História fizeram essa mudança de regime. Os ideais, os protagonistas e as grandes realizações são para nós uma parte fundamental do programa”, disse Artur Santos Silva, que falou no objectivo de “ver como a partir desses ideais republicanos revisitados podemos ter amanhã um Portugal melhor”.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Rei de Espanha celebra aniversário

O Rei Juan Carlos, de Espanha, celebra, esta terça-feira, o seu 72º aniversário.

A data não será assinalada com nenhum acto oficial.

Fontes da Casa Real espanhola revelaram que Juan Carlos vai festejar o aniversário de forma discreta e "tradicional" no Palácio da Zarzuela.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Paulo Teixeira Pinto processa Louçã por difamação e calúnia

Líder do Bloco classificou de "patusca" uma iniciativa da Causa Real, à qual pertence o ex-banqueiro e que, segundo Louçã é um grupo de "saudosistas monárquicos".

O ex-presidente do BCP, Paulo Teixeira Pinto, apresentou uma queixa-crime contra Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, que acusa de difamação e calúnia. A queixa deu entrada no final de 2009 na Assembleia da República.
Em causa estão as declarações proferidas por Louçã a dia 5 de Outubro de 2009, que uma iniciativa da Causa Real (o desembarque no Terreiro do Paço e um cortejo nocturno aos gritos de "Viva a Monarquia") era uma acção "patusca" promovida por um "banqueiro milionário" associado ao período do colapso da liderança do BCP.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Atenção ao não credível Jornal Monárquico!

A natureza do "Jornal Monárquico" que tem sido amplamente publicitado ao longo das últimas semanas: ao contrário da mensagem que alguns têm tentado passar (muitas vezes por simples desconhecimento), não é uma publicação oficial, tratando-se (muito provavelmente) de uma fraude patrocinada por grupos interessados na divisão dos monárquicos e no enfraquecimento da Causa Real.
Assim sendo, apelemos a que divulguem esta informação e (por este e outro meios) procurem também contribuir para o esclarecimento desta questão.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Alexandre da Bélgica (1942 - 2009)

Por Embaixador José Cutileiro

O príncipe belga era um homem culto, letrado e sensível mas com tal horror da vida pública que se casou em segredo, e só anos depois tornou público o seu novo estado civil.

O príncipe Alexandre Emanuel Henrique Alberto Maria Leopoldo da Bélgica, que morreu de uma embolia pulmonar quando fazia os seus exercícios diários no ginásio da moradia de Rhode Saint-Genèse, um dos arredores confortáveis de Bruxelas, onde vivia com a mulher, a princesa Leha e os filhos desta, na manhã de domingo, 29 de Novembro, era príncipe de sangue da Casa Real belga, meio-irmão muito mais novo do rei Alberto II, do rei que precedera este, Balduíno I, e da grã-duquesa-mãe do Luxemburgo Josefina-Carlota, todos filhos do rei Leopoldo III, mas ao contrário dos irmãos mais velhos não fazia, por assim dizer, inteiramente parte da dinastia reinante pois à nascença o rei Leopoldo estipulara que ele (e qualquer outro filho que tivesse do mesmo leito) não poderia ser pretendente ao trono do rei dos belgas.
Em 1935, cinco anos antes de a Segunda Guerra Mundial ter levado à Bélgica a invasão e a ocupação alemãs, Leopoldo III, coroado em 1934, enviuvara da rainha Astrid, nascida na família real sueca, num desastre do automóvel que ele próprio conduzia durante férias nos Alpes suíços, deixando órfãs as crianças Josefina-Carlota, Balduíno e Alberto e deixando também no povo, quer valão quer flamengo, grande saudade da jovem rainha que era muito bonita e viera temperar a altivez rígida dos Saxe-Coburgo com o à-vontade afável dos Bernardotte. Não havia ainda nesse tempo televisão nem internet mas esboçou-se mesmo assim na Bélgica um culto pela sua memória.

Entretanto, chegou o assalto nazi à Europa e enquanto o rei Haakon da Noruega e a rainha Juliana da Holanda partiram para Londres para não terem que coabitar com os invasores dos seus países e ajudaram a animar do exílio a chama da resistência ao ocupante e o rei Cristiano da Dinamarca, embora ficando em Copenhaga, se conservava distante das autoridades invasoras e protestava invariavelmente contra perseguições e deportações dos seus súbditos, resistentes ou judeus, Leopoldo III, que declarara por iniciativa própria a rendição da Bélgica antes das suas tropas terem cessado de combater, não acompanhara a Londres o governo belga que lá se refugiara mostrando mesmo falta de solidariedade com este, ignorando pedidos de intervenção junto do invasor para impedir o fuzilamento de reféns ou o degredo para trabalhos forçados na Alemanha de compatriotas seus, reinava em harmonia com as autoridades fantoches, submissas aos alemães.

Recuperado do desgosto da viuvez apaixonara-se por uma burguesa belga, Lilian Baels, a quem deu quando com ela casou em 1941 o título de princesa de Réthy, com fama de simpatias pró-alemãs, que as flores e parabéns mandados por Hitler aos noivos não ajudaram a desvanecer e mais o separaram ainda da população. Em Junho de 1944, os ocupantes em retirada levaram Leopoldo e a família para a Alemanha; acabariam por ser libertados pelos americanos em Salzburgo em Maio de 1945. Mal-querido entre os seus, não voltou logo, ficando o irmão Carlos como regente; conseguiu retomar o trono nomeando Balduíno seu lugar-tenente mas o mal-estar não parou de crescer e teve de abdicar nele, sendo mais tarde obrigado a trocar o palácio de Laaken pelo castelo de Argenteuil, para não influenciar o filho.

Após a sua morte, o governo belga não autorizou a família - a princesa viúva, Alexandre e suas duas irmãs - a continuar a viver no castelo.Infância e adolescência assim dilaceradas marcaram para sempre Alexandre, homem culto, letrado e sensível mas com tal horror da vida pública que se casou em segredo, com uma senhora já mãe de filhos, apenas anos depois divulgando o seu novo estado. Apesar de próximo do irmão rei raramente era visto. Só quando morreu muitos se lembraram de que fora vivo.
Há dias, outro belga, de origem anónima para o mundo, ascendeu de repente à ribalta como presidente da União Europeia. Na véspera, este belga, nascido no fulgor da primeira família do reino, sumia-se discretamente como há muito tempo decidira viver.