segunda-feira, 9 de abril de 2012

A Real Associação do Baixo Alentejo associa-se com o seu Stand à 29ª OVIBEJA.

Adiantamos o programa para o dia 29 de Abril de 2012 (Domingo), que contará com a presença da Família Real.






              Programa:
13.00H – Recepção de Boas-Vindas a SS.AA.RR. na entrada principal do certame.
Os Hinos Nacionais serão entoados por Banda de Música.

13.30H – Almoço em Restaurante no certame
(contacto para marcação: jose_gaspar_advogado@hotmail.com)

15.00H – Conferência: "Dom Nuno Álvares Pereira".
Anfiteatro da ExpoBeja.
Conferencista - Cor. Portugal Valente

17.30H – Visita ao Stand da Real Associação e Pavilhão Institucional

Apresentação de cumprimentos a SS.AA.RR.

Exibição de Tunas Académicas.

 
Contamos com a sua presença!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Os direitos dos ex-Presidentes da República

As mais altas figuras de Estado, quando terminam mandato, têm direitos e regalias.

Mário Soares foi apanhado em excesso de velocidade num carro oficial. Terá dito que a multa será paga pelo Estado. O ex-presidente da República tem direito a carro oficial com motorista. Além de uma subvenção mensal vitalícia, os ex-Presidentes da República têm direito a outras regalias de Estado. A subvenção vitalícia é de 80% do salário do Presidente em funções.

Além desta pensão, os ex-Presidente da República têm direito a "uso de automóvel do Estado, para seu serviço pessoal, com condutor e combustível".

Têm, também, direito a um gabinete de trabalho, "sendo apoiados por um assessor e um secretário da sua confiança, nomeados a seu pedido". De acordo com a lei podem ter ajudas de custo nos termos aplicados aos do primeiro-ministro "sempre que tenham de deslocar-se no desempenho de missões oficiais para fora da área da sua residência habitual".

E ainda têm direito a livre trânsito, a passaporte diplomático nas deslocações ao estrangeiro e ao uso e porte de arma de defesa.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Presidente mais irrelevante não podia haver

por Camilo Lourenço
in Jornal de Negócios

Era previsível. O Presidente da República, depois de somar dois disparates seguidos e cair nas sondagens, precisava de uma saída: uma, ou várias, tiradas airosas que lhe recuperassem a popularidade.

Era previsível. O Presidente da República, depois de somar dois disparates seguidos (críticas aos cortes nas pensões e "fuga" da escola António Arroio) e cair nas sondagens, precisava de uma saída: uma, ou várias, tiradas airosas que lhe recuperassem a popularidade. Foi o que fez na semana passada: começou com a "surpresa" face aos números do desemprego, continuou sugerindo alterações ao programa da Troika e avançou com a ideia de que o país já não aguenta mais austeridade. E quando se pensava que iria ficar por ali ainda investiu contra as agências de rating (que há dois anos recomendava que não se criticasse) e os líderes europeus, que por elas se deixam "chantagear" e para com quem revelam cobardia.

Vou-me abster de mencionar os links do "youtube" com as declarações passadas do Presidente sobre as agências de rating. Vou-me abster de referir as vezes em que Cavaco falou sobre a insustentabilidade do nível de despesa pública em Portugal. E até me vou abster de recomendar um artigo recente de Miguel Cadilhe, no "Público", onde lembra que o Presidente é um dos responsáveis pela subida da despesa corrente, ao patrocinar um novo sistema retributivo na função pública. O que interessa reter é que Cavaco Silva, por recear ficar na História como o Presidente do pior período de austeridade da democracia, anda a tentar "fugir com o rabo à seringa". Descolando do governo. Ainda não percebeu que, por este caminho, a mesma História que o atormenta vai lembrá-lo como o Presidente mais irrelevante que a democracia teve até à data. Resta saber o dano que esta descredibilização progressiva da função presidencial vai fazer ao país.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

IN MEMORIAM: Faleceu S.A.S., A Infanta Dona Maria Adelaide de Bragança van Uden

É com profunda tristeza que participamos a morte de S.A.S., A Infanta de Portugal, Dona Maria Adelaide de Bragança van Uden.

Esperou pelos 100 anos para partir para junto do Senhor e em boa hora foi condecorada com a Ordem de Mérito pelo extraordinário testemunho de Humanidade e Coragem.

Que Deus A Tenha no eterno descanso merecido. Apresentamos à Família Real os meus sentidos pêsames.

Fonte: http://realfamiliaportuguesa.blogspot.com/

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Duque de Bragança recebe nacionalidade timorense e é condecorado com a Ordem de Mérito

O duque de Bragança recebeu hoje a nacionalidade timorense atribuída pelo presidente do parlamento de Timor-Leste, Fernando La Sama Araújo.

D. Duarte Pio recebeu a nacionalidade depois de ter sido condecorado pelo chefe de Estado timorense, José Ramos-Horta, com a Ordem de Mérito.

"É um gesto de grande simpatia e que muito me alegra e honra da parte do parlamento timorense, que eu acho que ultrapassa uma relação pessoal e que tem a ver de algum modo com a ligação entre Portugal e Timor", afirmou D. Duarte Pio.

O duque de Bragança foi condecorado com a Ordem de Mérito, que pretende demonstrar o reconhecimento a quem contribuiu para a causa timorense, no Palácio Presidencial.
D. Duarte Pio "dedicou uma grande parte da sua vida a defender a causa da justiça, da liberdade do povo timorense", disse Ramos-Horta.

S.A.R. Dom Duarte de Bragança: Portugal deve aproveitar Macau para "dinamizar exportações"

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

As misérias do Presidente

Com a devida vénia ao Pedro Santos Guerreiro
in Jornal de Negócios

O Presidente da República é uma majestade protegida. Há uma deferência especial, começando na imprensa, que virá talvez do reconhecimento de que o cargo tem sido um culminar agraciado de carreiras políticas. É preciso cometer um grande erro para perder essa imunidade. Esse erro é desrespeitar os portugueses. E Cavaco Silva cometeu-o.

O valor da pensão de Cavaco Silva sempre o preocupou. Há um ano, entre dois mandatos, o candidato Cavaco Silva lamentou-se publicamente da pensão da sua mulher. É uma coisa que o incomoda. E compreende-se que se lamente por não poder mais acumular salários com pensões; que as veja cortadas por impostos; que as reveja diminuídas por cortes da "troika". A crise afecta todos os que têm rendimentos (muito mais do que os que têm património) e mesmo quem ganha muito pode continuar a ganhar muito mas só depois muito perder. Mas nada disto amnistia ou atenua aquele desabafo de vão-de-escada. Porque é omisso e manipulador; porque é de um Chefe de Estado; porque é de um privilegiado, mesmo que à custa de transpiração. Portugal está hoje cheio de transpirados no desemprego, de brilhantes a recibos verdes e de jovens promessas que não terão pensões.

As misérias do Presidente da República não são misérias, são privações. O desabafo do Presidente não é um desabafo, é uma zanga incontida na semana em que recebeu a primeira reforma cortada, a de Janeiro. Milhares de portugueses levaram essa chapada naquele dia. Não precisavam de levar a segunda. Sendo pessoal, omissa em relação a outra pensão e às despesas que não paga, é uma frase selectiva. Terá sido afinal por razões pessoais que questionou a "equidade fiscal" destes cortes apenas na Função Pública? Não podemos crer que sim, seria demasiado mesquinho, o nível de impostos é mesmo de uma enorme violência. Mas então por que razão não se levantou o Presidente contra a falta de "equidade fiscal" noutras áreas, como o IRS de casados que ganham se simulares divórcios?

Cavaco Silva quis fazer-se de mártir mas regou-se com gasolina. Colocou a questão legal num prisma moral. A moral tem um inimigo no moralismo. A República não pode ter um inimigo no Presidente. "Não sei se ouviu bem, 1.300 euros por mês" é dos maiores insultos públicos dos últimos meses aos portugueses. Custa muito pedir desculpa, mas é isso que o Presidente deve fazer neste momento. A franqueza só é uma fraqueza se a gente for fraca. E um "fraco rei faz fraca a forte gente".

Que miséria, esta.
 
[bold é da minha responsabilidade...]